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23 Nov 2011

Zine Entrevista: Bruno Tardio

Publicado em Zine Entrevista as 13h18





Eles deram um tempo, recarregaram as baterias e agora voltam com fôlego extra. Marcelo Magaldi, Bruno Tardio, André Falabella e Diogo Veiga recebem Rafael Cardoso na nova formação da família Rama Ruana, que já soma 12 anos de carreira. Na próxima quarta-feira (30), eles sobem ao palco do Cine-Theatro Central para a gravação do primeiro DVD da banda, um verdadeiro espetáculo para ver e ouvir. Confira o bate-papo com o músico Bruno Tardio.


 

Durante esses doze anos de estrada, quais os momentos mais marcantes da carreira de vocês? E quais os mais difíceis?
Foram vários. Conhecemos muitas regiões brasileiras e pessoas, mas nada como a produção inteiramente independente dos dois CD´s gravados. Não é nada fácil executar um trabalho artístico independente. Trabalhar tanto o lado empresarial quanto o criativo é uma tarefa árdua. O lado empresarial, com certeza, é o mais difícil, ter que conciliar arte com trabalhos burocráticos. Gravar um CD independente, há alguns anos, não era tarefa fácil, foi através desses trabalhos que conseguimos nos apresentar em várias cidades, ter músicas nas rádios e dividir palco com algumas lendas vivas da música brasileira e internacional, como O Rappa e Israel Vibrations. Alguns dos vários momentos marcantes que vivemos são os shows de lançamento desses 2 CD´s: o primeiro, lançamos na antiga cantina da Faculdade de Comunicação da UFJF; já o segundo, foi lançado na praça cívica para um público de mais de 15 mil pessoas, um dos melhores shows da banda.

De que forma a banda idealizou o show de lançamento do 3º CD?
A banda passou por uma mudança de integrantes em agosto de 2010. Logo depois, eu e o Marcelo Magaldi passamos a
investir em um estúdio próprio e chamamos o Rafael Cardoso para assumir a voz principal da banda, fazendo o som com novos formatos e buscando criar arranjos para novas canções de Marcelo. Rafael já havia feito outros trabalhos com a Rama Ruana, além de ser meu amigo de infância. Começamos o novo projeto a todo vapor, o que seria, até aquele momento, apenas gravar músicas novas em formato promocional (“singles”) e divulgando pela internet. Em janeiro de 2011, fomos aprovados no Projeto Sérgio Lessa, no qual o Cine-Theatro Central disponibiliza o espaço para artistas de Juiz de Fora e região. Foi uma das maiores conquistas, sem dúvidas. Nossa ideia é registrar esse show ao vivo e continuar lançando músicas inéditas e regravações pela internet com este formato promocional para depois compilar todas as músicas em um CD, que será o terceiro da banda apenas com músicas próprias.

Em suas produções, vocês falam em valorizar o sentimento bom que existe nos homens. De que forma vocês tentam transformar essa filosofia em ações cotidianas?
Falamos de diversos temas em nossas músicas, como também a justiça, a fé, a igualdade, o amor etc. Fazemos nossas músicas com o mais puro sentimento que existe, uma coisa que vem do fundo da alma e, às vezes, somos capazes de perceber uma melhora em muitas pessoas que nos cercam, pois as músicas incentivam sempre o lado do bem, que é sempre o amor. Mas não basta você somente amar e ser sempre bonzinho. Nesse mundo capitalista, basta você piscar e te dão logo uma rasteira, e isso também sempre é deixado claro em nossas músicas. Temos nosso lado engajado, muito disso vindo do reggae e do rock progressivo. Esse engajamento consiste tanto no lado social como também no político. Através das músicas, incentivamos as pessoas a lutarem sempre pelos seus sonhos e também pelos seus direitos. Não se esquecer de tratar bem as pessoas mais humildes, como a pessoa que faz a faxina no seu prédio ou o mendigo que está sempre ali parado perto da padaria. Isso é dito claramente em nossas canções. É isso que faz a diferença em nosso cotidiano, dar carinho às pessoas que realmente precisam e merecem este sentimento e protestar fortemente contra o que você acha que está de errado na sociedade. No show, pedimos ao público para doar brinquedos que serão repassados às crianças carentes no Natal. Quem levar o brinquedo ganhará um revistinha em quadrinhos da banda.

Como surgiu o índio Anaur e, mais recentemente, a ideia de dar a esse personagem-símbolo da banda uma história em quadrinhos? Toda a produção é feita por integrantes do Rama?
O índio Anaur surgiu da ideia de misturar artes, como a música e desenhos, que se complementam. É o ver e o ouvir, fazer sentir com a arte, onde uma completa a outra. Temos esse projeto desde 2001, nessa época estávamos intrigados com os álbuns-conceitos que existem no antigo rock progressivo das décadas de 60 e 70, sempre com personagens, temas e histórias. Isso nos deixava à flor da pele para poder viajar em cima de uma simples letra ou de uma pura melodia. Daí nasceu o índio, nosso símbolo e personagem. Através das músicas dos CDs Volume 1 e 2, plena maioria composta por Marcelo Magaldi, fiz um roteiro tentando vislumbrar uma historinha subjetiva em torno dessas músicas, que tiveram a ordem e numeração explicitadas nos CDs conforme esse roteiro, numa espécie de conto. No CD vol.1, o índio está em sua aldeia, fora de contato com o mundo branco, encontra uma maleta pescando no mar, encontra dinheiro e uma luneta, através dela ele pode ver que existe um mundo bem diferente do que ele vive, gerando uma grande curiosidade. Ele pega a canoa e parte para o mundo capitalista na ingenuidade de devolver a maleta ao dono, que na verdade é seu pior inimigo, um político corrupto. A partir daí, a história vai se desenrolando até o início do terceiro CD, onde uma nova etapa se iniciará. Os desenhos foram feitos pelos artistas Rafael Velloso (além das duas capas dos CDs) e André Ribeiro.
 

Capa do primeiro CD da banda

Qual a sensação de se apresentar em um dos teatros mais belos do país?
Sensação de missão cumprida. Certeza de que nosso trabalho foi bem realizado nesses 12 anos. Foi uma grande conquista. Ressaltando que não estamos pagando para tocar no Theatro Central, fomos selecionados dentre muitos outros artistas competentes que também se inscreveram, foi uma grande vitória, do sonho de amigos ao Cine-Theatro Central, é o máximo! Durante esses 12 anos tudo foi sempre muito difícil, pois sempre conciliamos trabalhos paralelos com a banda. Com a aprovação do projeto, tivemos a certeza de que temos boas músicas e ideias e, mesmo com muitos obstáculos, conseguimos dar um gigantesco passo para frente.
 

O que o público do Central pode esperar dessa apresentação?
 
Vamos tocar 13 músicas novas e inéditas, algumas releituras de músicas já gravadas anteriormente, uma homenagem ao nosso querido estado Minas Gerais e também a um ídolo e mestre: Bob Marley!

Publicado por: Maruscka Grassano @maruscka


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  • MUCHOW28/11/2011

    Cara, vai ser sinistro demais esse showzim! Num sei se vc conhece as letras dos cd´s anteriores deles. Evento raro viu!! E certeza de dar altas gatas!!

  • Eveline24/11/2011

    Faz parte da historia da gente... Parabens meninos!!!

  • ludmilla24/11/2011

    Muito linda a historia de vcs!!! Gostaria muito de ir ao show do dia 30 de Nov,as musicas da banda marcaram com muitas alegrias uma grande parte da minha vida, me indentifico muito com as letras e sempre que as ouco me sinto positiva e feliz!! Uma pena nao estar no Brasil, mas estarei torcendo e vibrando daki do Canada. Beijos meu fofos...hehehehe

04 Nov 2011

Zine Entrevista: Casuarina

Publicado em Zine Entrevista as 17h22





Nesse sábado (05/11), Daniel Montes, Gabriel Azevedo, João Cavalcanti, João Fernando e Rafael Freire estão em festa! Juntos, os músicos que formam o grupo Casuarina  lançam o quarto álbum de carreira da banda, no Cultural Bar.

Com dez anos de estrada, o novo trabalho da banda de samba, intitulado “Casuarina Trilhos/ Terra Firme” vem seguido de  "Casuarina" (2005), “Certidão” (2007) e “MTV apresenta: Casuarina” (2009). Confira um breve bate papo com os integrantes da banda.

 Com  10 anos de carreira, quais foram as principais mudanças do grupo de 2001 até hoje?

Conseguimos consolidar o nosso público, abrindo novas praças pra nossa música, o que realmente era o que queríamos, desde que lançamos nosso primeiro disco.  A nossa equipe também cresceu e sem ela hoje não fazemos nada. Cresceu também a nossa responsabilidade, pois agora sabemos que somos escutados por muita gente.

O que os fãs podem esperam do quarto CD do grupo Casuarina?

É um disco 100% autoral, que nos mostra como realmente somos. Todas as músicas são compostas por integrantes do grupo, o que torna esse trabalho especial. Além disso, temos o bom e velho samba, da maneira como a gente sempre o tratou, com respeito e reverência.


Quais artistas mais influenciam nas composições desse quarto CD?

Foram muitos. Mas podemos citar o nosso mestre Wilson Moreira, que nos serve como guia sempre que pensamos em fazer samba. Dentre as muitas influências que temos, acho que Wilson Moreira, como seu jeito tão particular de fazer sambas, serve sempre como norte para a gente.

O título do álbum foi fruto de uma indecisão de vocês. O que motivou essa dúvida?

Na verdade o título é a fusão de duas músicas que estão no disco “Trilhos/Terra Firme ”. São dois conceitos que se analisados juntos, podem nos levar a caminhos e viagens completamente opostas. Ao mesmo tempo nos pareceram idéias bem complementares, como se a decisão de seguir por novos Trilhos, se desse calcada em nossa verdade, nossa Terra Firme. Foi uma brincadeira, e uma tentativa de criar para os fãs, um conceito do trabalho.

O grupo já tem planos para o ano de 2012?

Nosso primeiro desejo para 2012 é levar a turnê do novo disco para o máximo de lugares possíveis. Já fomos a BH, SP, RJ, Porto Alegre, e acabamos de voltar de um show  em Havana, Cuba. Chegaremos em Juiz de Fora no dia 5, e contamos com a presença do nosso querido público aí de JF. Depois disso é pensar talvez em um DVD, que conte nossa história nesses 10 anos, e que traga também a turma toda Lapa, nosso eterno reduto. Quem sabe?

Publicado por: Laura Kiffer @laurakiffer


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