Espaço Alameda de Cinema: Alameda 2: 14h20 e 18h40.
SINOPSE - Sofrendo de ansiedade, ator encontra solução através de um artigo de uma revista sobre uma companhia que promete aliviar o sofrimento das pessoas, extraindo, congelando e guardando suas almas.
Zine Cotação 



Crítica Zine Cultural - Se tem uma coisa que me agrada em um filme é quando a experiência cinematográfica proporcionada pelo mesmo ultrapassa os limites da sala de exibição. Esta característica está presente nas obras que mais me arrebataram durante minha intensa relação com a sétima arte. “Dogville”, de Lars Vons Trier – meu diretor favorito -, “Cidade dos sonhos”, de David Lynch e “Brilho eterno de uma mente sem lembrança”, de Michel Gondry, são alguns exemplos.
O último filme que me levou pelos caminhos da reflexão pós-projeção foi “Almas à venda”, da diretora estreante Sophie Barthes, que também assina o roteiro. Como o espaço aqui é reduzido sugiro que vocês leiam a sinopse logo acima e assistam o trailer logo abaixo para que se interem sobre a curiosa e instigante história desenvolvida no filme. Caso não tenha seguindo a indicação, tenha em mente que se trata de um longa sobre tráfico e mercado de almas.
“Sua alma pesa muito? Oferecemos a possibilidade de tirar a alma do corpo ou o corpo da alma. Acredite, quando se livrar de sua alma tudo fará mais sentido.” A frase é parte da insana história contada por Sophie que é digna de povoar a cabeça do roteirista Charlie Kaufman, responsável por escrever os ótimos “Quero ser John Malkovich”, “Adaptação”, além do já citado “Brilho eterno de uma mente sem lembrança”. No entanto, vale destacar que “Almas à venda” não se iguala à genialidade das obras citadas.
A diretora dá mostras que ainda tem o que aprender com nomes como Spike Jonze, Gondry e Kaufman, mas, apesar disso, definitivamente se estabelece como mais uma cabeça pensante na indústria cinematográfica. Surpreendente, engraçado, sensível, pertinente. Estas são algumas palavras que definem o primeiro longa de Sophie. Honestamente ainda não sei dizer se gostei. O que posso afirmar é que “Almas à venda” me proporcionou uma ótima experiência cinematográfica - ainda em processo de digestão. Filme obrigatório para quem quer ver o que existe além do blockbuster.
Por Fausto Coimbra (faustocap@yahoo.com.br)
Repórter de cultura do Tribuna de Minas, guitarrista do Martiataka, mestre em cinema pela Escola de Belas Artes da UFMG, fanático por F1 e apreciador de um bom strogonoff.

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