UCI Kinoplex:
UCI 4: 14h30 e 17h. Sábado e domingo, sessão também ao meio-dia.
Alameda 1: 14h10, 16h40, 19h10 e 21h40 (até quarta).
Espaço Alameda de Cinema: Alameda 1: 14h10, 16h40, 19h10 e 21h40 (até quarta).
SINOPSE - Um príncipe guerreiro e uma misteriosa princesa lutam contra forças obscuras para proteger uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.
ZineCotação 


Crítica Zine Cultural - Depois de me decepcionar com as recentes versões cinematográficas de "Robin Hood" e "Fúria de Titãs", posso dizer que entrei temeroso no cinema para assistir "Príncipe da Pérsia: As areias do tempo". A desconfiança ainda ganhou força quando me lembrei das inúmeras e desastrosas adaptações de games para as telonas. “Street fighter” (1994), “Mortal Kombat” (1995) e “Doom – A porta do inferno” (2005) que o digam.
Mas contrariando todas as minhas expectativas , ou melhor, quase todas, o longa comandado por Mike Newell se mostrou bom e eficiente naquilo que se propõe: divertir o público. Sem, em momento algum, demonstrar preocupação em fugir dos clichês do gênero, o diretor leva às telas ótimas sequências de ação em uma produção caprichada, marcada por locações de tirar o fôlego e cenários grandiosos. Destaque também para a ótima fotografia de John Seale.
Sobre o elenco, é possível constatar que o talentoso Gyllenhaal, conhecido por ótimos trabalhos como em “O segredo de Brockbackmontain”, fica devendo. Ele se mostra um pouco perdido na pele do herói persa, mas, ainda sim consegue torná-lo humano. Já Gemma Arterton se sai melhor como misteriosa princesa Tamina do que como a insossa Io de “Fúria de Titãs”, o que não pode ser considerado um grande feito, convenhamos. A atuação de destaque fica com Alfred Molina, que interpreta de forma cativante o trapaceiro Sheik Amar.
Um ponto que chama atenção negativamente no filme são os efeitos especiais, que por vezes se tornam perceptíveis e se transformam em distrações. Um exemplo são as cobras que aparecem em determinados pontos da trama, que devido à artificialidade não suscitam nos espectadores o efeito de temor e apreensão esperados. Mas apesar dos descontos, "Príncipe da Pérsia: As areias do tempo" vale o ingresso. No mais, o que posso dizer é: “boa sessão a todos!!!
Por Fausto Coimbra (faustocap@yahoo.com.br)
Repórter de cultura do Tribuna de Minas, guitarrista do Martiataka, mestre em cinema pela Escola de Belas Artes da UFMG, fanático por F1 e apreciador de um bom strogonoff.
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