09 Jun 2013
Publicado em Cultura as 12h08
Minas Gerais é um celeiro cultural muito vasto. De norte a sul do estado é possível encontrar opções de lazer que enriquecem o conhecimento de quem adora turistar. Por isso, se for viajar pelas estradas mineiras, preste bem atenção nas dicas e aproveite!
1. O Museu da Inconfidência fica em Ouro Preto. A cidade abriga um acervo enorme de cultura e história do país. O museu é bem grande e ocupa a antiga Casa de Câmara, a Cadeia de Vila Rica e mais quatro prédios auxiliares. Ele preserva a memória do período em que a sociedade mineira lutava pela independência do Brasil (meados de 1789). Obras de Manuel da Costa Ataíde e Aleijadinho e registros do ciclo do ouro e diamantes fazem parte do acervo.


2. O Centro de Arte Contemporânea Inhotim não é bem um museu, mas abriga um acervo colossal e mega interessante. Fica em Brumadinho, uma cidade pequena, bem próxima à capital mineira. São cerca de 450 obras de artistas nacionais e intenacionais, como Cildo Meireles, Tunga, Vik Muniz, Hélio Oiticica, Ernesto Neto, Matthew Barney, Doug Aitken, Chris Burden, etc. Além disso, tem uma vista incrível de Mata Atlântica preservada.


3. O Museu de Arte Sacra fica em São João Del-Rei. Por lá, podemos encontrar diversas curiosidades, vestimentas, utensílios, adornos de confrarias, ordens e irmandades locais do século XIX. Esculturas belíssimas de Aleijadinho, Valentim Correia Pais e pratas de Joaquim Francisco de Assis Pereira.


4. Museu Arqueológico da Lapinha, em Lagoa Santa, virou até livro! O "Minhas Pesquisas Arqueológicas na Região de Lagoa Santa". O museu fica em uma área de proteção ambiental e expõe ossadas de animais, fósseis, crânios e ossos humanos. Dentre as mais de 2600 peças, estão também objetos da Pré-História.


5. O Museu das Telecomunicações de BH é um espaço interativo. Foi o primeiro museu que adotou o hipertexto como forma de apresentação do acervo, formato em que a informação é apresentada em camadas e o público é quem escolhe até onde vai se aprofundar. Dá pra conhecer as tecnologias e histórias desde o tempo em que telefone tinha PH.


Essas dicas foram feitas especialmente para os alunos do curso CAVE. Quisemos mostrar que o conhecimento vai muito além da sala de aula. A ideia é encontrar novas formas de aprender, e enxergar lazer e entretenimento com outros olhos. ;)
"Ó Minas Gerais, ó Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais."
Publicado por: Thaiana Garcia @thaianagarcia
05 Maio 2013
Publicado em Cultura as 15h00
Nós sabemos que em época de vestibular se estuda tanto que os momentos de lazer nos finais de semana são raros e necessários. Agora, se você quer aproveitar, mas fica com aquela consciência pesada - "eu poderia estar aproveitando essas horas para aprender alguma coisa"- uma boa opção é se divertir com um conteúdo de qualidade.
Preparamos uma listinha de sugestões de filmes com roteiros baseados em histórias reais, que podem te ajudar a lembrar de fatos e nomes importantes:

- No:
Chile, 1988. Pressionado pela comunidade internacional, o ditador Augusto Pinochet aceita realizar um plebiscito nacional para definir sua continuidade ou não no poder. Acreditando que esta seja uma oportunidade única de pôr fim à ditadura, os líderes do governo resolvem contratar René Saavedra (Gael García Bernal) para coordenar a campanha contra a manutenção de Pinochet. Com poucos recursos e sob a constante observação dos agentes do governo, Saavedra consegue criar uma campanha consistente que ajuda o país a se ver livre da opressão governamental.
(Fonte: adorocinema.com)
Consultando alguns amigos que curtem cinema e já passaram por essa fase do vestibular - e passaram (YESS) - consegui outras indicações:

Antonione Grassano - cursa Jornalismo na UFJF - "Se o objetivo for mostrar o pano de fundo histórico, acho Olga o melhor."
"Diários de Motocicleta é muito bom, mas a história se passa antes dos acontecimentos históricos do Che Guevara. Nesse caso eu indico 'Che' e 'Che 2 - A Guerrilha'."
Para entender um pouco sobre a Guerra do Vietnã:
- Apocalypse Now: trailer.
- Platoon: trailer.
- Nascido para Matar: trailer.

Fernando Palácios - supervisor de logística 5 (já fez vestibular há um bom tempo) indica Lawrence da Arábia:
"Eu recomendo porque é um filme baseado na biografia de um oficial britânico durante a primeira guerra mundial. Mostra um lado da guerra que é pouco vista, que são os conflitos na África e Oriente Médio."

*Lembrando que os roteiros tem apenas referências em histórias reais, e que as indicações não foram feitas por historiadores ou professores.
Esperamos que as dicas possam trazer bastante diversão a todos! ; ) Vale ressaltar que o sucesso nas provas também vai depender do esforço, dedicação e de um bom curso de preparação, como o CAVE.

Aí, é só comemorar!
Publicado por: Thaiana Garcia @thaianagarcia
29 Abr 2013
Publicado em Cultura as 14h55
Especializados em cantar e encantar as belas obras de Chico Buarque de Hollanda – os belos olhos verdes dispensam mais apresentações –, a banda pernambucana Seu Chico levou uma miscelânea musical ao Cultural Bar na última sexta, 26.

O talento do grupo surpreende não apenas pelas belas releituras nos ritmos do afoxé, baião, maracatu, samba, entre outros, mas pela fluidez, naturalidade e intensidade que afloram de cada integrante. “João e Maria” ganhou a singela “Comptine d'un autre été: L'après midi”, trilha sonora do filme O fabuloso destino de Amélie Poulain; liberdade poética-estilística que também permite unir “Paranoid Android” , do grupo inglês Radiohead, com o samba “Quem te Viu, Quem te Vê”.

Improviso perfeito
O que de espontâneo formou-se, de espontâneo ficou-se. Composta pelo vocalista Tibério Azul, pelos violonistas Rodrigo Samico e Vinícius Sarmento, pelos percussionistas Negro Grilo, Bruno Cupim e Amendoim e pelo menino prodígio, o pianista Vítor Araújo – um show a parte: com seus vinte e poucos anos, já acumula prêmios importantes –, a banda surgiu, em 2006, de uma forma natural e, desde então, lota as casas de espetáculo com uma boa e animada dose de improvisação.

Notoriedade e fama mais que merecidas. Seu Chico é show para quem conhece Chico, para quem não conhece Chico; para o público mais velho ou para os mais jovens; para quem gosta de dançar ou apenas contemplar a musicalidade dos rapazes pernambucanos que deixaram muito mais do que o sotaque nordestino arretado, mas a certeza de que a boa e velha MPB eterniza-se com suas diversas interpretações, multifacetas e “com açúcar, com afeto”.
* Trecho da canção Tanto Mar.

Alexandra Braz é jornalista, ama Chico, Djavan, MPB e samba no pé.
Confira a cobertura com todas as fotos do evento aqui.
Publicado por: Alexandra Braz
25 Abr 2013
Publicado em Cultura as 15h40
Chico Buarque de Hollanda - como não ser fisgado em ao menos alguma fase da vida? Músico, dramaturgo, escritor brasileiro. Sem dúvidas, um dos maiores nomes da MPB.

Dono de uma discografia girando em torno dos oitenta discos, entre grandes parcerias, sucessos regravados por tanta gente e letras que embalam inúmeros amores e desilusões. Dou minha cara a tapa se você nunca foi tocado pela sensibilidade impressionante que esse artista leva às suas composições. Certas pessoas não têm dúvidas:
Matheus Damasceno
"É difícil ouvir "Construção" e não gostar logo de cara. O álbum reúne alguns dos maiores clássicos de Chico Buarque, como "Samba de orly" e "Cotidiano". E o lado A enfatiza bem este último tema, como na ótima "Deus lhe pague" e a faixa-título, além de uma dose de críticas sociais. O lado B mostra o lado mais poético e romântico de Chico, como em "Cordão", e na bela parceria com Toquinho e Vinícius em "Samba de Orly". Lançado pouco tempo depois de voltar do exílio, "Construção" é tido como a obra prima do mestre e o terceiro maior disco brasileiro de todos os tempos pela Rolling Stone. Um belo argumento para alçar Chico Buarque como o maior nome da MPB."
Júlia Furiati

"Minha música preferida do Chico é a Geni e O Zepelim. Pelo português impecável, pela capacidade de transmitir o sofrimento e a dor alheia e por ainda assim ser incrivelmente bonito."
Emerson Simões

" 'Geni e o Zepelim'. Canção de Chico Buarque, integrante da sua "Ópera do Malandro", a minha canção preferida? Não sei ao certo! O fato é que Geni é uma epopeia do "dar-se" em prol de outros, sem nada esperar em troca (talvez apenas o direito de dormir em paz). Geni amava muito e se deixava ser amada, mesmo que por vários e nos mais inóspitos lugares, onde o amor (como em poemas cheirando às academias parnasianas) não chegaria. Geni leva o amor, faz o amor atrás do tanque, no mato. Rainha de detentos, moleques de internato! O que Geni fez de errado? Ou seria o Brasil? Estranho, né! O espelho! Reflete exatamente o que vê! Ou seria a arte que reflete o que vê? O que Chico via? O que Geni, por sua vez, refletia? O prefeito de joelhos? O Bispo de olhos vermelhos? Geni é poesia pura! Real, verdadeira. A massa que se faz de povo. O povo que se faz de... Sangue, suor, espermas, gemidos e babados. Ele (o General do Zepelim) fez tanta sujeira, lambuzou-se a noite inteira, até ficar saciado... Confuso o texto? Assim me sinto perante Geni, cada vez que a interpreto, parece-me que uma nova persona se me apresenta e eu vejo o quão “caleidoscópica” ela é. Talvez (e só talvez) por isso, eu goste tanto dessa música especificamente. Aliás, como gosto de todas as outras canções do Chico Buarque."
São sucessos ótimos para ficar em casa, tomar um whisky, pensar sobre a vida, e, quem sabe, chorar as pitangas. Certo? Bem, e se eu te dissese que existe uma banda que toca Chico do início ao fim, e ainda te fazer dançar e esquecer dos problemas?
Ora vá! O banda pernambucana Seu Chico faz é um auê que você nem imagina!

No dia 26/04 (sexta) eles chegam ao palco do Cultural Bar e todos poderão constatar o que eu disse. Garanto! Saiba mais aqui.
Publicado por: Thaiana Garcia @thaianagarcia
12 Abr 2013
Publicado em Cultura as 16h00
O livro "Toda Forma de Amor" conta a história de uma menina, Luísa, criada por uma família homoparental.

A obra simboliza mais um passo de Juiz de Fora à frente da defesa e educação contra o preconceito.
"Na faculdade, no quinto período, a professora pediu para que fizéssemos um livro de pano e escolhesse um tema. Eu não sei desenhar, não tinha ideia sobre qual história criar, mas sabia que teria que ser algo relacionado à homossexualidade, pois diversidade sexual sempre foi um tema que me interessou. Na época, professores e alunos se interessaram muito e pediram para fotografar e ler meu livrinho de pano. Registrei e, três anos depois, resolvi inscrever um projeto na Funalfa para poder publicar.", conta a autora Bárbara Marques.
Em meio a tantos "Felicianos", ela comemora:

"Juiz de Fora, está sim, à frente de muitos lugares por aí. Temos que aproveitar esse espaço acolhedor que a cidade proporciona."

O enredo, a aparência e apresentação dos personagens, tudo foi pensado, para que as crianças possam entender o universo da menina que vive em um modelo familiar ainda tão incompreendido por boa parte da sociedade.
Quem quiser conferir, trocar uma ideia com a autora e demais presentes, deve prestigiar o lançamento do livro, hoje (12/04), às 18h, no CCBM.
Publicado por: Thaiana Garcia @thaianagarcia
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19/06/2013
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