Zine Cultural - 11 Anos

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MANSÃO
ZINE 15 ANOS

15 Jul 2014

Eu Não Tenho Herói

Publicado em Cultura as 16h48





"Desenvolver e estimular a produção do cinema em Cataguases, por meio da economia criativa" esse é o foco dado ao curta-metragem "Eu Não Tenho Herói", rodado na cidade no início desse ano. Com lançamento marcado para o dia 25 de julho, o filme foi o primeiro a ser aprovado pela Lei de Incentivo a Cultura de Cataguases e foi produzido por atores, equipe técnica e fornecedores locais.

O filme traz como tema central as relações entre pai e filho, retratando ainda a doença de Parkinson. "Indiretamente ele trata o sentimento de perda e a transferência de culpa (de uma culpa que não é de ninguém). Eu sempre quis retratar uma relação conturbada entre pai e filho, eu tinha uma cena na cabeça e a partir dela o roteiro foi construído. A Carla Werneck (que escreve comigo e é minha assistente de direção) sugeriu a doença, colocamos na história e ficou ótimo", comenta o diretor do filme, Rafael Aguiar. Assista ao teaser:

Rafael, que estudou comunicação em Juiz de Fora e teatro na Casa das Artes de Laranjeiras, no Rio, conta ainda sobre as dificuldades do mercado audiovisual nas cidades fora do eixo Rio-São Paulo. "Fiz dois filmes em JF, Soluço em 2009 e Kit Terror em 2010. No Rio fiquei dois anos estudando e não consegui fazer um filme lá, acho que também não era o momento, mas encontrei lá mais dificuldades do que aqui. Estou há dois anos em Cataguases e esse é o quarto filme que faço aqui, com equipamento top, profissionais qualificados e o melhor, todos meus amigos. Aqui a maior dificuldade é a distribuição, mas a produção está a todo vapor!"

Sobre os planos para futuras produções, Rafael comenta: "Agora estou trabalhando em dois roteiros um no Rio e um aqui, estamos tentando um edital maior e se Deus quiser vai dar tudo certo! O Eu Não Tenho Herói já foi convidado a ser exibido em BH, RJ, Além Paraíba e Itamarati, mas precisamos passar pelo circuito de festivais para depois fazermos as exibições em cineclubes. Vamos inscrevê-lo no Primeiro Plano e vai ser ótimo passar aí em JF!", conclui.

Publicado por: Talita Scoralick


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12 Jul 2014

Vida longa ao rock

Publicado em Cultura as 09h00





Você pode não ser fã, mas com certeza já ouviu um riff de guitarra que você reconhece na hora. O Rock N' Roll é um dos genêros mais consagrados no mundo que se tornou quase uma religião para seus seguidores. Com ou sem cabelão, os rockeiros também marcam presença na nossa cidade e em comemoração ao Dia Mundial do Rock, celebrado no dia 13 de julho, o Zine Cultural perguntou aos rockeiros de JF City "Qual a cara atual do rock". 

 

Vinícius Polato, guitarrista da Vivenci, é otimista ao definir o rock hoje em dia: "O rock hoje vive um ótimo momento. Vendo o nosso cenário em JF, vejo um cenário sólido, unido e forte como há muito tempo não era, o rock está longe de estar morto, o rock tá MUITO vivo!"

 

Para o guitarrista da Insannica, Lincoln Brian, o rock tem várias caras: "É um estilo que se torna cada vez mais abrangente e popular, por não haver exclusão de gêneros, classes sociais, etnias, faixa-etárias, etc. Um estilo musical que antes estava à margem da sociedade e hoje conquistou seu espaço, como em nossa cidade, onde o número de admiradores e o apoio têm crescido consideravelmente. Acho que posso dizer que a busca por igualdade, união e respeito ao próximo é a cara do rock atualmente"

"Pensamos que a 'cara do rock' ultimamente é jovem, renovada e crescente. Vemos fortemente, nos nossos shows, a presença de jovens que herdam de seus pais a cultura rockeira e fazem dela uma parte da sua. E isso é ótimo! Nossa cidade possui diversas bandas que possuem material autoral reconhecido e de qualidade. Finalmente, gostaríamos de destacar que em Juiz de Fora, a cena se encontra relativamente unida e, assim, tem-se conseguido fazer o movimento avançar. Porém, ainda podemos unir muito mais os integrantes do nosso movimento para alçarmos objetivos maiores. A união das pessoas em torno desses objetivos comuns faz toda a diferença e é isso que desejamos ver nos próximos meses por aqui." comenta o  tecladista e guitarrista da Montreux, João Paulo Lima.

"O Rock, por ser um estilo muito rico e cheio de subdivisões, é um estilo com diversas facetas diferentes. Certo seria dizer que a aura do rock atualmente é uma das melhores desde os anos 80. Creio que a própria mídia esteja dando mais valor a ele e até as pessoas que não conhecem o estilo, estão respeitando mais e o preconceito diminuiu absurdamente. Pode-se dizer que o Rock se tornou um estilo simpático e querido. O público do Rock ficou mais velho e os próprios rockeiros envelheceram e pisaram no freio. As referências e exemplos do passado nos deixaram um pouco “queimados” com tantos casos de overdose, abuso de álcool e grandes nomes do estilo terem se declarado portadores do HIV. Esse Rock mais comportado fez com que os próprios pais rockeiros passassem para seus filhos esse legado no estilo, observando bem os comportamentos que um estilo que prega a liberdade e o hedonismo pode influenciar a uma criança. Creio que venha coisa boa pro Rock nos próximos anos e gostaria de ver o estilo ser de novo o que foi no Brasil nos anos 80." afirma Rhee Charles, vocal da Glitter Magic.

"A cara do Rock atualmente é baseada numa cobrança maior que antigamente. Hoje, não podemos ser apenas bons músicos, mas temos que ser ativos na cena musical de nossa cidade, estar por dentro dos eventos Culturais ( não só os os de Rock), divulgar o nosso material de trabalho  dando resultado nas casas em que tocamos. Não podemos esperar que caiam nossas conquistas do céu. Temos que correr atrás dela. A Cara do Rock atualmente está cada vez mais exigente, fazendo com que as bandas se profissionalizem em tudo que seja ligado a música." conta Victor Castro, guitarrista da Bad Bloxx

E pra finalizar a homenagem mais que merecida ao Dia Mundial do Rock, o Zine bateu um papo exclusivo com duas gerações do Rock N' Roll da cidade: Tuka, da Tuka's Band e Lucas Dore, representando a banda Shaver. 

 

Publicado por: Natália Andrade e Vinícius Barreto


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05 Jun 2014

Rock da casa

Publicado em Cultura as 14h00





Investindo em música brasileira e muitas canções autorais, Lucas Dore (voz e violão), Eric Esteves (guitarra), Iuri Mourão (baixo), Pedro Panconi (guitarra) e Thalles Oliveira (bateria) formam a Banda Shaver. O grupo juiz-forano, que começa a se firmar no cenário musical da cidade, finalizou essa semana o lançamento de um especial com cinco músicas, gravado no Maquinaria, que foi divulgado a cada semana, na fanpage do grupo. 

A banda foi criada em 2010, quando Lucas e Iuri estudavam juntos, e começaram a ensaiar para tocar algumas músicas. No ensaio, o atual vocalista levou uma canção que havia escrito e a ideia da banda começou a surgir. Desde sempre, as canções autorais foram protagonistas do trabalho do grupo e Lucas Dore comenta a importância delas para a carreira: "acho que a banda, pra 'dar certo', tem que investir nisso. A gente já consegue tocar  50% do repertório de músicas próprias e isso é o mais importante". Além das canções autorais, os artistas brasileiros são figuras carimbadas nos shows do grupo que tocam de Ana Carolina a Biquini Cavadão, passando por Engenheiros do Hawaii e Lenine.

A produção do "Especial Shaver Ao Vivo no Maquinaria" é assinada pela Biguá Comunicação Audiovisual, que já acompanha o trabalho da banda há algum tempo. "A produção foi bem simples e, como já trabalhamos com a banda há mais tempo, temos uma interação muito boa com a música e com os membros. Passamos uma madrugada no estúdio e conseguimos gravar as cinco canções. Tivemos muito prazer em produzir o Especial e o trabalho final é a prova da evolução da banda", comenta André Novelino, sócio da Biguá.

E as novidades não param! Os meninos estão em pré-produção das músicas para a gravação do primeiro CD, que deve ser lançado em 2015. Enquanto isso, dá pra acompanhar o trabalho do grupo nas redes sociais e nos shows que estão por vir. Fiquem ligados, porque que vem muita coisa legal da Banda Shaver por aí!

Publicado por: Natália Andrade


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02 Jun 2014

Recriando a magia

Publicado em Cultura as 17h43





Leitor ávido de romances como Harry Potter e Senhor dos Anéis, Hélio Rocha sempre questionava o que lia, o que foi o ponto de partida para começar a escrever suas próprias histórias. Aos 14 anos o juiz-forano rabiscou as primeiras linhas de Málkian, primeiro livro de sua carreira, que será publicado esta semana, dez anos depois.
"Eu sentia falta de um romance que tivesse algo de nosso, da nossa cultura latina, além dos livros todos pautados em mitologia britânica ou nórdica, como esses tradicionais que a gente vê irem para o cinema. E aí eu criei essa história, em que a personagem narradora conta como o mundo perdeu sua magia. É uma alegoria à forma como nós, humanos, permitimos ao longo da história que a magia do nosso próprio mundo se perdesse, ao optarmos historicamente pelo cientificismo, em contraposição a uma concepção mais mística do universo. Minha narrativa se passa num cenário semelhante ao nosso renascimento, que é o ponto de dissenção entre essa mística medieval e o cientificismo moderno, que deu fim à nossa 'magia'", revela o autor.
A partir daí, Hélio realizou pesquisas que o levaram até a Universidade de Coimbra, em Portugal, para criar uma fantasia infanto juvenil que conta a história de uma pessoa que porta a última magia do mundo e, aos mais de 500 anos de idade, decide escrever sobre os anos de sua juventude, em que haviam povos como os anjos brancos e os anjos negros e quatro guerreiros que tinham a missão de proteger o legado de uma menina deusa que, muito tempo atrás, viera ao mundo para livrá-lo da escuridão.
Terminado o período de escrita, Hélio ainda passou alguns anos lapidando a obra e buscando publicação de editoras. "Às vezes o mercado é cruel e fecha portas para autores novos. Então decidi publicar de forma independente, para ter bastante autonomia no meu trabalho. Estou me sentindo realizado, mas sei que vem muito mais trabalho por aí" conclui.
 
O lançamento acontece no dia 7 de junho, das 16h às 19h, na Planet Music.

Publicado por: Talita Scoralick


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29 Abr 2014

Quem dança seus males espanta

Publicado em Cultura as 06h00





"Que seja perdido o único dia em que não se dançou." A célebre frase faz ainda mais sentido para eles, que tem a atividade presente em seus cotidianos. Independente do ritmo, a prática vai muito além do exercício físico, auxiliando no alívio do estresse, socialização e desenvolvimento; ultrapassando as barreiras dos movimentos e conectando-se diretamente aos sentimentos. Por isso, batemos um papo com bailarinos de Juiz de Fora que tem na arte o norte de suas vidas.
Para o bailarino e coreógrafo Joseph Santos, a dança é a primeira manifestação do emocional humano. "Antes da fala ou da escrita, a necessidade de extravasar um sentimento fez o homem dançar... Quando você dança, seu corpo parece flutuar num mar de emoções onde o que mais importa não é o ritmo, nem os passos que fazem a dança, e sim a paixão que vai na alma de quem está dançando."
Segundo Cintia Prado, professora de dança do ventre, a dança faz parte de sua vida há pelo menos 25 anos. "Nela, encontrei tudo! Minha forma de expressão, minha válvula de escape, meu refúgio e claro, o lugar onde acontecem muitos encontros maravilhosos! Falar da dança pra mim é algo fácil mas ao mesmo tempo complexo, tendo em vista como ela é ampla e significativa na minha vida! E creio que na vida de muitas alunas e pessoas que passam por pela minha sala de aula ela também provocou muitas descobertas e transformações!"
"Esta data celebrada no Brasil há pouco tempo, apesar de ter sido instituída no ano de 1982, reforça a importância de mais ações voltadas para o nosso público", lembra ainda a professora de balé e sapateado, Tayane Mockdece. "Os bailarinos, independente da modalidade, lutam por mais reconhecimento da atuação. Uma data como essa visa dar uma maior importância da prática da dança como uma atividade física ou para aqueles que amam dançar pelo simples prazer, atraindo mais adeptos e amantes dessa bela arte, presente na história do homem desde a antiguidade."
A bailarina Julia Francisquini também ressalta a necessidade de reconhecimento. "Falta mais incentivo para essa arte! Acho que a dança e os dançarinos/bailarinos ainda não tem seu adequado valor! Durante 20 anos me dediquei e sempre encontrei um tempo para o ballet, cresci dançando e cultivando um imenso amor pela dança. O ballet acalma minha alma e meu espírito, é um local onde me encontro e me sinto realizada. A dança na minha vida tem inúmeros significados e me trouxe uma alegria para viver, uma disposição para correr atrás dos meus sonhos, me trouxe disciplina para os estudos e para a vida, me trouxe responsabilidade de cumprir horários e atividades. Me sinto realizada quando entro em um palco!"
Segundo Glauce Ventura a dança é uma forma de expressão que une a leveza dos passos, da técnica e da emoção. "A dança para mim sempre foi um prazer e uma forma de  transmitir o amor por essa arte tão bela."
Para finalizar, Joseph Santos, declara: "essa é a forma mais bela de expressar tudo o que você está sentindo sem dizer uma só palavra. A dança é a linguagem do corpo escondida da alma. Dançar só faz bem. Fica a dica: quem dança é mais feliz!"

Publicado por: Talita Scoralick


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Coluna do Dia - 29/07/2014

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