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Alameda

03 Set 2014

Candim: a cabeça pensa onde os pés pisam!

Publicado em Blog as 14h23





Por Anna Esteves (RJ)*
A Cia da Casa Amarela, na esteira dos seus vinte anos de experiência teatral, trouxe ao público infantil do 8º Festival Nacional de Juiz de Fora a universalidade de Candido Portinari com o espetáculo Candim: A cabeça pensa onde os pés pisam! Esse alcance se deu por meio da encenação da particularidade da sua vida cotidiana na cidadezinha de Brodowski, interior de São Paulo.
A pesquisa para o trabalho se direcionou para um compromisso com o “processo de vida real” da vida de Portinari, que eleva o seu modo de produção artística à universalidade, embora esteja vinculado à representação de uma particularidade, em um espaço e um tempo determinados. Ainda que a intenção seja um acerto: a vida é, foi e sempre será a fonte da arte; e a arte em todos os tempos e lugares retroalimenta a vida, faltou-lhe uma dimensão muito contundente, a crítica social.
Trazer à cena essa dimensão política da obra e vida do artista seria importante para o alcance da visão de mundo infantil, que não pode ser subestimada. Dado que são cada vez mais raros os encontros dessa natureza para esse público específico, em que a criação de “não lugares” – onde não se estabelece contato, historicidade ou referência – é a tônica da nossa arquitetura, organização e consequente relação. 
O processo coletivo da cia parte de um roteiro prévio escrito pelos atores que, em seguida, passam a improvisá-lo. Experimenta-se no ensaio o levantamento desse texto-base que, por sua vez, é também modificado pela (re)construção da cena que está em constante abertura para alterações.
Fotos por: David Azevedo
O resultado desse método se revela numa dramaturgia leve como as brincadeiras de criança presentes na peça, tais como soltar pipa, pular amarelinha, etc. A palavra escrita não tem o mesmo peso que a ação dramática, que se destaca em momentos como a representação de Candim no espantalho de sua cidadezinha e o colorido e a magia na noite de festa na roça.
Parece-me que existe uma feliz coincidência entre o processo de formação popular dos atores – “onde os pés pisam” - e a escolha estética da peça (bem como do repertório teatral da cia) – que a “cabeça pensa”, com a formação de Candim e sua produção artística. 
O espetáculo foi apresentado no dia 2 de setembro, às 15h, CCBM.
* Anna Esteves (RJ) é doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO e em Artes, Línguas e Espetáculo por Nanterre (Paris X)


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02 Set 2014

Doe amor, doe ração

Publicado em Blog as 16h30





Apesar de todo esforço e conscientização, situações de abandono e maus tratos à animais ainda são comuns em nossa sociedade. Pensando nisso, grupos se unem na tentativa de ajudar esses bichinhos, como é o caso da AVIP, Associação Vida Protegida que, desde o final de 2012, já ajudou mais de 400 animais e, no ano passado, arrecadou 2 mil kg de ração.
Lelei Faini, um dos voluntários e idealizador da campanha Doe Amor, Doe Ração, conta que a ideia surgiu apenas pelas redes sociais, mas que, em 2014, o objetivo é ampliar a divulgação e angariar parceiros de modo a conquistar mais doações, para também serem distribuídas a outras ONGs de Juiz de Fora, que atuam em prol dos animais. 
 
"Adoro animais, tenho uma cadela em casa e sei o quanto é bom conviver com os bichinhos. Decidi criar essa campanha de ajuda aos animais por perceber que essa poderia ser minha contribuição. Como vemos muitos pedidos de ajuda que não vão pra frente, imaginei que por conhecer muita gente, poderia fazer a campanha dar certo. Uma vez fizemos um post no Facebook pedindo ajuda das pessoas, com doações, para bancar o tratamento de uma cadela atropelada e, inesperadamente, apareceram pessoas até dos EUA contribuindo."
Durante todo o mês de setembro, a associação contará com postos de coleta para receber a ração. Este ano, a campanha pretende arrecadar de 7 a 8 mil kg. Participe também!

Publicado por: Natália Andrade e Talita Scoralick


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02 Set 2014

Electra num mundo de palhaços!

Publicado em Blog as 14h13





O 8º Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora convidou alguns profissionais das artes cênicas para assistirem aos espetáculos e participarem de um bate-papo com os grupos participantes. O objetivo é contribuir com as produções e incentivar a reflexão acerca do fazer teatral. Confira:
Por Joice Rodrigues de Lima *
A Caravana Mezcla de Palhaços nos trouxe como proposta a recriação da tragédia grega euripidiana, a partir da linguagem das máscaras, principalmente do palhaço. Segundo o próprio grupo, a intenção foi sobrepor as figuras dos palhaços aos personagens do clássico texto, como forma de trazer uma encenação distinta para a tragédia de Electra.
Embora a ideia de uma tragédia fundida à linguagem clownesca cause certo estranhamento em princípio, torna-se possível se pensarmos no palhaço como deflagrador das escaras sociais presentes no texto. Em especial, neste texto de Eurípedes, a força do elemento sagrado é amenizada (se comparada a outras tragédias do mesmo período) e o mote determinante das ações dos personagens é impulsionado pelos fatores passionais.
Nesse sentido, em um primeiro momento, imagina-se que a figura do palhaço estaria à vontade neste ambiente trágico, dando vazão às questões inerentemente humanas presentes no texto. Pois, em sua essência, o palhaço é aquele que escancara sem pudores o contexto em que está inserido, seguindo uma lógica própria, à margem do pensamento comum. De acordo com Dario Fo (1998), “os clowns assim como os jograis e os cômicos dell’arte, sempre tratam do mesmo problema, qual seja, da fome: a fome de comida, a fome de sexo, mas também fome de dignidade, de identidade, de poder. Realmente a questão que abordam constantemente é de saber quem manda, quem grita.”
Crédito fotos: David Azevedo
Desta forma, penso que o espetáculo não aproveita a potência subversiva implícita no palhaço para tratar das questões sociais e humanas fortemente presentes no texto escolhido. Embora o grupo traga esta máscara, o jogo que a permeia não chega a acontecer em cena, pois os atores ficam presos à estrutura da tragédia e ao peso que o texto clássico carrega consigo. Assim, não conseguem deixar os palhaços aparecerem, tampouco proporem soluções e jogo cênico.
Para isso acontecer, seria necessário um mergulho maior neste universo trágico, de forma que, adquirindo extrema propriedade, se tornasse possível deixar esses palhaços falarem por si, transpondo tal tragédia, a partir de sua liberdade e lógicas inerentes.
Em decorrência, o que vemos são referências em meio à encenação que não se casam em um discurso estético. Muitos - e interessantes - são os elementos escolhidos na concepção, como os bonecos que representam os personagens mortos ou o cenário que remete ao picadeiro circense, porém os mesmos tornam-se gratuitos por serem explorados de maneira muito aquém de suas presenças.
O espetáculo foi apresentado no dia 1º de setembro, às 19h, no CCBM.
* Joice Rodrigues de Lima é mestre em Artes Cênicas pela Unicamp, atriz, professora e produtora teatral

(Para conferir a programação, clique aqui)


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02 Set 2014

Retrato pra mais de mês

Publicado em Blog as 10h00





"A busca por fazer uma foto tecnicamente impecável pode fazer a gente perder ótimas fotos", reflete Wagner Emerich sobre um de seus recentes registros. O fotógrafo do Zine lançou um desafio pessoal: fazer 32 retratos de uma mesma pessoa, todos em casa, sem cenário ou super produção, buscando exercitar a criatividade, através da experiência de brincar com as possibilidades.
"O projeto surgiu porque eu queria praticar e pesquisar mais sobre retratos, tanto na parte de direção, de conseguir capturar um pouco da personalidade do retratado, como na parte prática, técnica, de iluminação, composição. E assim como quase todo mundo que tá começando, eu não tenho orçamento para criar coisas muito mirabolantes. Então tive a ideia de fazer essa série de retratos feitos todos em casa, com a produção que eu tivesse disponível!"
As fotografias são de Francisco Brandão e revelam o modelo em diferentes facetas. "Além de aceitar posar pra mim, ele cria comigo as idéias e os conceitos de cada foto. Apesar das limitações, que de certa forma são positivas, porque nos forçam a pensar de forma mais criativa, a idéia é criar retratos que tragam referências distintas e que criem um conjunto o mais heterogêneo possível."
Você pode conferir as fotos postadas diariamente, acessando a página do fotógrafo no Facebook e, com exclusividade, mostramos para você a foto que será lançada nesta terça-feira (02), cedida por Wagner para o Zine Cultural:
Wagner não sabe ao certo o futuro do projeto. "Acredito que pra proposta de fazer as fotos em casa, sem produção, o projeto cumpriu sua função e rendeu retratos que vão me marcar por muito tempo. Agora, quero pensar e fazer séries que possam dialogar com outros espaços, ou que possam incorporar uma produção mais trabalhada!", conclui.
Fato é que faltam ainda 20 fotos e nós estamos acompanhando, sabendo que, com certeza, vem mais coisa boa por aí!

Publicado por: Talita Scoralick


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31 Ago 2014

Assiste aí #33

Publicado em Blog as 11h00





Para começar o Assiste Aí desta semana, imaginem se um candidado à presidência da república soltasse um pum ao vivo, em meio à entrevista realizada por Bonner no Jornal Nacional? Sim, isso NÃO aconteceu de verdade, mas a montagem deu o que falar na internet!

O segundo vídeo da semana também é sobre política, com os nossos queridinhos do Porta dos Fundos. Um canditado com boa conduta nas redes sociais. Quem curte?

Continuando com as divertidas paródias, confira esse funk ostentação "Peixinho no Ombro".

Já imaginou fazer música com canos de PVC? O australiano Jake Clark passa seus dias nas ruas de Adelaide, na Austrália, impressionando a todos com essa habilidade!

Depois da febre do Desafio do Balde de Gelo nas redes sociais, deixamos aqui o vídeo que foi considerado como o principal do desafio, o que todos devem assistir! Ele mostra, de forma emocionante, como é a rotina de quem convive com a ELA.

Publicado por: Redação


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Coluna do Dia - 16/09/2014

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