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27 Jan 2012

Zine Entrevista Radiocafé

Publicado em Zine Entrevista as 11h29



 

Talvez seja o jeito despretensioso de fazer música que faz da Radiocafé uma banda com um som tão sincero. São eles que estão ali o tempo todo. Mas que essa leveza de levar a carreira não seja confundida com falta de comprometimento. Eles querem, sim poder viver do próprio som, desde que isso continue sendo divertido e amistoso. Conheça um pouco mais do grupo formado por  Rafael Ski, Rodrigo Coura Dias, Eduardo Dudu e Tiago Viana. 


Foto: Rafaella Pereira de Lima

 Como foi o surgimento da Radiocafé?
Pé Viana: Em Cataguases, quatro músicos de diferentes bandas se reuniram para formar a Radiocafé. Nos juntamos para tocar alguns covers que gostávamos. O segundo show já foi em Juiz de Fora, e lá no meio do público estava o Ski (JF), que na semana seguinte assumiu a guitarra na banda. Nesse processo, o surgimento das músicas autorais foi natural e nos levou a gravar o primeiro compacto. Depois de um tempo, um velho amigo nosso, o Dudu (Juiz de Fora), se tornou o nosso baixista. Ele estava sem tocar já há algum tempo, mas quando fizemos o convite ele aceitou de pronto, comprou um baixo e já participou da gravação do nosso segundo EP, compondo várias linhas de baixo.
Em 2011, após um tempo longe dos palcos a gente retorna com músicas novas, muitas delas trazidas pelo quarto e último integrante Rodrigo Coura "Rods" (JF), que se tornou a nova voz da banda. Com ele veio um novo frescor e as ideias estão surgindo a cada dia.

Contem um pouco sobre o percurso da banda nesses sete anos de carreira.
Rafael Ski: A Radiocafé traz com ela muita amizade em todo essa trajetória. A gente com certeza tem mais amigos do que fãs. Muitas festas ótimas, shows grandes, minúsculos, muitas roubadas também, algumas brigas, mas tão poucas que nem dá pra lembrar. Entre nós, tudo é motivo para uma zoada, não pode dar mole se não vira alvo.
Já mudamos de formação algumas vezes, mas sempre quem saiu continuou fazendo parte de uma maneira ou de outra, e quem entrou nunca foi apenas um substituto, mas sempre alguém que trouxe algo novo, uma carga de experiências diferentes que se encaixa no perfil da banda. 
Já gravamos em todo tipo de estúdio, de casa com microfone do pc a salas preparadas acusticamente com equipamento de primeira. O que vale é registrar o trabalho e mostrar pra todo mundo, até por que se a gente não grava acaba esquecendo como é que toca. (risos)
A gente não tem muita pressa pro sucesso, rola de continuar produzindo, tocando, gravando, sonhando e se divertindo só por mais uns 70 anos, até desistirmos. Mas fora de brincadeira, a gente leva a música muito a sério e com certeza tem expectativas de podermos viver do nosso som.
 

Para os que ainda não conhecem a Radiocafé, que tipo de som eles vão encontrar?
Rafael Ski: Bem, acho que o jeito mais fácil de explicar, ao invés de dar nome e sobrenome ao nosso som, é falar de algumas bandas que a gente gosta muito, que nos influenciam direta ou indiretamente: 
The Beatles - quase redundante pois, esses caras influenciam metade das bandas do mundo - Radiohead, Blur - que inspirou o nome da banda com a música "Coffe and TV" - entre outras mais recentes, porém já influentes, como Kings of Leon, The Raconteurs e The Strokes.
Dessas, a galera pode encontrar covers nos nossos shows ou escutar com atenção e descobrir entre os acordes das nossas canções.
 

O que vocês contam sobre a idealização do primeiro videoclipe da banda?
Rafael Ski: Tínhamos uma música nova, a primeira criação com a nova formação. Logo de cara, já começamos a pensar na possiblidade de gravar um clipe pra ela. Já trabalho com vídeos há algum tempo, mas nunca tinha feito nada autoral. Confesso que dá muito mais trabalho (risos). 
Então, fiquei uns dias falando sozinho, andando de um lado para o outro, tentando bolar um roteiro interessante, uma história que complementasse a música e não fosse apenas uma ilustração da letra. Queria que fossem crianças os protagonistas, pois a música fala sobre um descobrimento de um sentimento. Não me lembro como apareceu a ideia dos balões.
Toda a produção foi feita quase sem grana alguma, tudo com a boa vontade dos amigos. Conseguimos as locações, chamamos os filhos dos amigos e partimos para a gravação.
Enfim, acho que o resultado foi até melhor que o esperado e agora já ficamos mal (bem) acostumados com essa história de clipe e já estamos preparando coisas novas. Só aguardar!
 

Publicado por: Maruscka Grassano @maruscka


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  • Vitor Guglinski30/01/2012

    Sou suspeito pra falar do talento e do comprometimento dsses caras. Convivi alguns (bons) anos com o Pé e o Ski e acompanho o tabalho da banda desde a primeira formação. Merecem todo o sucesso que já conquistaram e o que ainda está por vir. Como disse o meu amigo baterista aí, em momento de muita luz: "sabemos que podemos andar sozinhos, mas com amigos é melhor" (nunca vou esquecer isso, Pé). Parabéns a todos! Grande abraço.

  • kaká 30/01/2012

    Muito boa a entrevista !! Sem dúvida a Rádiocafé é uma da bandas mais promissoras da cena alternativa ! Parabéns a galera que produziu a entrevista e aos músicos claro :)

23 Nov 2011

Zine Entrevista: Bruno Tardio

Publicado em Zine Entrevista as 13h18



Eles deram um tempo, recarregaram as baterias e agora voltam com fôlego extra. Marcelo Magaldi, Bruno Tardio, André Falabella e Diogo Veiga recebem Rafael Cardoso na nova formação da família Rama Ruana, que já soma 12 anos de carreira. Na próxima quarta-feira (30), eles sobem ao palco do Cine-Theatro Central para a gravação do primeiro DVD da banda, um verdadeiro espetáculo para ver e ouvir. Confira o bate-papo com o músico Bruno Tardio.


 

Durante esses doze anos de estrada, quais os momentos mais marcantes da carreira de vocês? E quais os mais difíceis?
Foram vários. Conhecemos muitas regiões brasileiras e pessoas, mas nada como a produção inteiramente independente dos dois CD´s gravados. Não é nada fácil executar um trabalho artístico independente. Trabalhar tanto o lado empresarial quanto o criativo é uma tarefa árdua. O lado empresarial, com certeza, é o mais difícil, ter que conciliar arte com trabalhos burocráticos. Gravar um CD independente, há alguns anos, não era tarefa fácil, foi através desses trabalhos que conseguimos nos apresentar em várias cidades, ter músicas nas rádios e dividir palco com algumas lendas vivas da música brasileira e internacional, como O Rappa e Israel Vibrations. Alguns dos vários momentos marcantes que vivemos são os shows de lançamento desses 2 CD´s: o primeiro, lançamos na antiga cantina da Faculdade de Comunicação da UFJF; já o segundo, foi lançado na praça cívica para um público de mais de 15 mil pessoas, um dos melhores shows da banda.

De que forma a banda idealizou o show de lançamento do 3º CD?
A banda passou por uma mudança de integrantes em agosto de 2010. Logo depois, eu e o Marcelo Magaldi passamos a
investir em um estúdio próprio e chamamos o Rafael Cardoso para assumir a voz principal da banda, fazendo o som com novos formatos e buscando criar arranjos para novas canções de Marcelo. Rafael já havia feito outros trabalhos com a Rama Ruana, além de ser meu amigo de infância. Começamos o novo projeto a todo vapor, o que seria, até aquele momento, apenas gravar músicas novas em formato promocional (“singles”) e divulgando pela internet. Em janeiro de 2011, fomos aprovados no Projeto Sérgio Lessa, no qual o Cine-Theatro Central disponibiliza o espaço para artistas de Juiz de Fora e região. Foi uma das maiores conquistas, sem dúvidas. Nossa ideia é registrar esse show ao vivo e continuar lançando músicas inéditas e regravações pela internet com este formato promocional para depois compilar todas as músicas em um CD, que será o terceiro da banda apenas com músicas próprias.

Em suas produções, vocês falam em valorizar o sentimento bom que existe nos homens. De que forma vocês tentam transformar essa filosofia em ações cotidianas?
Falamos de diversos temas em nossas músicas, como também a justiça, a fé, a igualdade, o amor etc. Fazemos nossas músicas com o mais puro sentimento que existe, uma coisa que vem do fundo da alma e, às vezes, somos capazes de perceber uma melhora em muitas pessoas que nos cercam, pois as músicas incentivam sempre o lado do bem, que é sempre o amor. Mas não basta você somente amar e ser sempre bonzinho. Nesse mundo capitalista, basta você piscar e te dão logo uma rasteira, e isso também sempre é deixado claro em nossas músicas. Temos nosso lado engajado, muito disso vindo do reggae e do rock progressivo. Esse engajamento consiste tanto no lado social como também no político. Através das músicas, incentivamos as pessoas a lutarem sempre pelos seus sonhos e também pelos seus direitos. Não se esquecer de tratar bem as pessoas mais humildes, como a pessoa que faz a faxina no seu prédio ou o mendigo que está sempre ali parado perto da padaria. Isso é dito claramente em nossas canções. É isso que faz a diferença em nosso cotidiano, dar carinho às pessoas que realmente precisam e merecem este sentimento e protestar fortemente contra o que você acha que está de errado na sociedade. No show, pedimos ao público para doar brinquedos que serão repassados às crianças carentes no Natal. Quem levar o brinquedo ganhará um revistinha em quadrinhos da banda.

Como surgiu o índio Anaur e, mais recentemente, a ideia de dar a esse personagem-símbolo da banda uma história em quadrinhos? Toda a produção é feita por integrantes do Rama?
O índio Anaur surgiu da ideia de misturar artes, como a música e desenhos, que se complementam. É o ver e o ouvir, fazer sentir com a arte, onde uma completa a outra. Temos esse projeto desde 2001, nessa época estávamos intrigados com os álbuns-conceitos que existem no antigo rock progressivo das décadas de 60 e 70, sempre com personagens, temas e histórias. Isso nos deixava à flor da pele para poder viajar em cima de uma simples letra ou de uma pura melodia. Daí nasceu o índio, nosso símbolo e personagem. Através das músicas dos CDs Volume 1 e 2, plena maioria composta por Marcelo Magaldi, fiz um roteiro tentando vislumbrar uma historinha subjetiva em torno dessas músicas, que tiveram a ordem e numeração explicitadas nos CDs conforme esse roteiro, numa espécie de conto. No CD vol.1, o índio está em sua aldeia, fora de contato com o mundo branco, encontra uma maleta pescando no mar, encontra dinheiro e uma luneta, através dela ele pode ver que existe um mundo bem diferente do que ele vive, gerando uma grande curiosidade. Ele pega a canoa e parte para o mundo capitalista na ingenuidade de devolver a maleta ao dono, que na verdade é seu pior inimigo, um político corrupto. A partir daí, a história vai se desenrolando até o início do terceiro CD, onde uma nova etapa se iniciará. Os desenhos foram feitos pelos artistas Rafael Velloso (além das duas capas dos CDs) e André Ribeiro.
 

Capa do primeiro CD da banda

Qual a sensação de se apresentar em um dos teatros mais belos do país?
Sensação de missão cumprida. Certeza de que nosso trabalho foi bem realizado nesses 12 anos. Foi uma grande conquista. Ressaltando que não estamos pagando para tocar no Theatro Central, fomos selecionados dentre muitos outros artistas competentes que também se inscreveram, foi uma grande vitória, do sonho de amigos ao Cine-Theatro Central, é o máximo! Durante esses 12 anos tudo foi sempre muito difícil, pois sempre conciliamos trabalhos paralelos com a banda. Com a aprovação do projeto, tivemos a certeza de que temos boas músicas e ideias e, mesmo com muitos obstáculos, conseguimos dar um gigantesco passo para frente.
 

O que o público do Central pode esperar dessa apresentação?
 
Vamos tocar 13 músicas novas e inéditas, algumas releituras de músicas já gravadas anteriormente, uma homenagem ao nosso querido estado Minas Gerais e também a um ídolo e mestre: Bob Marley!

Publicado por: Maruscka Grassano @maruscka


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  • MUCHOW28/11/2011

    Cara, vai ser sinistro demais esse showzim! Num sei se vc conhece as letras dos cd´s anteriores deles. Evento raro viu!! E certeza de dar altas gatas!!

  • Eveline24/11/2011

    Faz parte da historia da gente... Parabens meninos!!!

  • ludmilla24/11/2011

    Muito linda a historia de vcs!!! Gostaria muito de ir ao show do dia 30 de Nov,as musicas da banda marcaram com muitas alegrias uma grande parte da minha vida, me indentifico muito com as letras e sempre que as ouco me sinto positiva e feliz!! Uma pena nao estar no Brasil, mas estarei torcendo e vibrando daki do Canada. Beijos meu fofos...hehehehe

04 Nov 2011

Zine Entrevista: Casuarina

Publicado em Zine Entrevista as 17h22



Nesse sábado (05/11), Daniel Montes, Gabriel Azevedo, João Cavalcanti, João Fernando e Rafael Freire estão em festa! Juntos, os músicos que formam o grupo Casuarina  lançam o quarto álbum de carreira da banda, no Cultural Bar.

Com dez anos de estrada, o novo trabalho da banda de samba, intitulado “Casuarina Trilhos/ Terra Firme” vem seguido de  "Casuarina" (2005), “Certidão” (2007) e “MTV apresenta: Casuarina” (2009). Confira um breve bate papo com os integrantes da banda.

 Com  10 anos de carreira, quais foram as principais mudanças do grupo de 2001 até hoje?

Conseguimos consolidar o nosso público, abrindo novas praças pra nossa música, o que realmente era o que queríamos, desde que lançamos nosso primeiro disco.  A nossa equipe também cresceu e sem ela hoje não fazemos nada. Cresceu também a nossa responsabilidade, pois agora sabemos que somos escutados por muita gente.

O que os fãs podem esperam do quarto CD do grupo Casuarina?

É um disco 100% autoral, que nos mostra como realmente somos. Todas as músicas são compostas por integrantes do grupo, o que torna esse trabalho especial. Além disso, temos o bom e velho samba, da maneira como a gente sempre o tratou, com respeito e reverência.


Quais artistas mais influenciam nas composições desse quarto CD?

Foram muitos. Mas podemos citar o nosso mestre Wilson Moreira, que nos serve como guia sempre que pensamos em fazer samba. Dentre as muitas influências que temos, acho que Wilson Moreira, como seu jeito tão particular de fazer sambas, serve sempre como norte para a gente.

O título do álbum foi fruto de uma indecisão de vocês. O que motivou essa dúvida?

Na verdade o título é a fusão de duas músicas que estão no disco “Trilhos/Terra Firme ”. São dois conceitos que se analisados juntos, podem nos levar a caminhos e viagens completamente opostas. Ao mesmo tempo nos pareceram idéias bem complementares, como se a decisão de seguir por novos Trilhos, se desse calcada em nossa verdade, nossa Terra Firme. Foi uma brincadeira, e uma tentativa de criar para os fãs, um conceito do trabalho.

O grupo já tem planos para o ano de 2012?

Nosso primeiro desejo para 2012 é levar a turnê do novo disco para o máximo de lugares possíveis. Já fomos a BH, SP, RJ, Porto Alegre, e acabamos de voltar de um show  em Havana, Cuba. Chegaremos em Juiz de Fora no dia 5, e contamos com a presença do nosso querido público aí de JF. Depois disso é pensar talvez em um DVD, que conte nossa história nesses 10 anos, e que traga também a turma toda Lapa, nosso eterno reduto. Quem sabe?

Publicado por: Laura Kiffer @laurakiffer


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26 Ago 2011

Zine Entrevista: DONE

Publicado em Zine Entrevista as 15h00



Inspirados pelo som de bandas de rock como The Summer Set e The Maine, além de grupos com vertentes eletrônicas como Kaskade e Cash Cash, os mineiros Gui Coacci (vocalista), Moe (guitarrista) e Bruno (baixista) formaram a banda DONE e já estão entre os queridinhos  do público jovem de Belo Horizonte. O reconhecimento e o carinho das fãs vem crescendo pelo interior de Minas e por várias partes do Brasil. 

Depois de lançarem o clipe da música "Por Acaso" na inernet, os meninos se preparam para o lançamento do primeiro CD independente “Você Não Vai Resistir!”. Precisa falar mais alguma coisa?


Quais as principais inspirações para o estilo musical do grupo?
Gostamos muito de música eletrônica. Achamos que é nosso forte, mas o Rock ainda vive em nossas veias. Daí, surgiu a DONE, que é uma mistura de música eletrônica por cima da levada Pop Rock. Gostamos de algumas bandas como The Summer Set, Boys Like Girls, The Maine e Cash Cash. E, no eletrônico podemos citar Kaskade que vem fazendo parte de nossa vida ao longo do caminho.
 

 
Como tem sido a relação com os fãs da DONE?
É muito próxima. A banda tenta manter a relação com os fãs o mais transparente possível. Como gostamos tanto delas quanto elas de nós (talvez gostamos até mais ahahah), tentamos sempre fazer algo para aproximar, como é o caso do dia 27 de agosto, que acontece uma festinha para apenas 20 pessoas. Esta festa comemora o lançamento de nosso primeiro cd.

 
Depois do clipe de "Por Acaso" vocês já tem previsão de quando será lançado o próximo?
Já estamos pensando na estrutura do próximo e qual música ganhará o clipe. Este, ao contrário do anterior, provavelmente não terão cenas "Ao Vivo", mas ainda não sabemos a data, pois existem muitas prioridades antes do novo.


Após se apresentarem três vezes com a banda Restart, qual a expectativa para a abertura do show do NX Zero?***
Abertura de show é sempre de muita responsabilidade, pois o público em geral está esperando a banda principal e não a de abertura. Sabendo disto, temos que "pegar" um público ansioso para outro show e fazer dele, feliz com o nosso também. Esperamos que funcione bem com o Nx Zero e estamos confiantes de que tudo dará certo.
 

 
O que os fãs da banda DONE podem esperar deste primeiro CD?
Um som mais original, um pouco mais fiel ao nosso gosto pessoal e muito dançante! As músicas presentes no CD sofreram algumas mudanças, estão com mais peso e com uma pegada mais eletrônica, quem já ouviu as antigas versões provavelmente vai se surpreender com as novas.

***A banda se apresentaria no dia 02 de setembro, em Juiz de Fora, na abertura do show da banda NX Zero. O evento foi cancelado. Detalhes aqui.

Publicado por: Laura Kiffer e Maruscka Grassano


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  • Ricardo10/09/2011

    Parabéns ao Zine Cultural e a Banda Done, essa banda promete!

  • Bruna L26/08/2011

    Gui, Moe, Bru, meu amores, eu amo tanto vocês. Vou estar pra sempre com vocês, vocês com certeza tem o meu apoio, pra sempre. Muito sucesso pra vocês. EU AMO VOCÊS DEMAIS (L)

16 Ago 2011

Zine Entrevista

Publicado em Zine Entrevista as 14h40



Ele sabe o que é bom. Então faz a mistura. Ainda bem que ex bancário Jefferson Gonçalves largou mão dos números e senhas para se aventurar no universo musical. Carioca, o gaitista iniciou sua carreira na década de 1990 através do blues. Sua percepção aflorada, fez com que Jefferson se afinasse com outros estilos como forró, baião, xote e xaxado - mistura que você pode conferir no novo álbum do gaitista, Encruzilhada. 


De que forma o Blues entrou em sua vida?
Como na maioria, escutando Rock n' Roll, Jethro Tull, Led Zeppelin, Bob Dylan etc... Daí, fui pesquisando de quem eram as músicas que eles tocavam e cheguei ao Blues.
 

Seu último álbum "Encruzilhada" foi gravado em lugares distintos como Rio de Janeiro, São Luís (MA), Vitória (ES), Nova Olinda (CE) e até na capital do Senegal, Dakar. Por  que a escolha de promover esse diálogo?
Na minha cabeça, a música é universal e independente do estado ou país em que você esteja. Se você estiver com músicos que pensam da mesma forma, tudo o que tocar vai ser bom, pois rola sintonia! Graças às minhas viagens pude conhecer vários músicos que pensam da mesma forma, sem preconceitos, e resolvi registrar cada encontro desse, o resultado está nos meus CDs.

 

Você afirma que seu quarto CD é um divisor de águas na sua carreira, no qual sua preocupação maior é a música e não o estilo. De que forma isso fica claro nas novas composições?
 
Em todas! Se prestar atenção, cada música te remete a um local, a uma paisagem diferente e todas levam várias informações diferentes, ritmo, melodia, instrumentos usados, etc... Mas, mesmo com essas "diferenças" elas se harmonizam dentro do CD e criam uma atmosfera bem interessante, e é isso que me refiro em não me preocupar com o estilo. Gravei tudo o que acho bom e que me sinto confortável para tocar, toquei com honestidade e amor, aliás, todos os músicos que participaram do CD tocaram dessa forma, não rolou preocupação com rótulos e virtuosismos e, sim, musicalidade. 
 


Qual a expectativa para sua apresentação no Ibitipoca Blues?
 
A melhor possível! O local é lindo, o astral de Ibitipoca é maravilhoso e o público participa dos shows de uma forma única, isso já basta para vc subir no palco e tocar feliz e animado, tenho certeza que será muito bom!
 
Acompanhe o trabalho do músico também pelas redes sociais:
 

Publicado por: Maruscka Grassano


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