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Artesanais da terrinha - Zine Cultural

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Artesanais da terrinha

Por: Natália Andrade

Não há como negar que as cervejas artesanais conquistaram um lugar especial no nosso coração! Se no começo as pessoas olhavam meio torto, hoje em dia virou uma diversão experimentar novos tipos, sabores e marcas. E, para a nossa alegria felicidade, Juiz de Fora é uma cidade cheia de rótulos especiais. O que muita gente não sabe é que a cultura cervejeira existe na cidade há centenas de anos! Para mostrar isso, de uma maneira leve e descontraída, um trio de jornalistas - Mari Pena, Daniel Dias e Karinny Gréggio - decidiram produzir um documentário para apresentar essa história. Se você, assim como eu, é fã de cerveja artesanal, senta que lá vem textão (com muita história boa). Em um rápido bate-papo com Mari Pena, ela nos contou um pouco do que o "Além do Malte: Cultura, cerveja e história em Juiz de Fora" vai trazer para as pessoas!

Como surgiu a ideia desse tema para o documentário?
Eu, Karinny e Daniel sempre fomos apreciadores de boas cervejas e já era um costume nosso nos encontrar para experimentar novidades. Em 2013, eu havia voltado de Londres (onde cursei um MBA), totalmente encantada com a tradição dos pubs britânicos. Enquanto estive lá criei um blog-desafio chamado “80 dias, 80 pubs” em que diariamente visitava um pub diferente e contava as experiências desse costume tão intrínseco à terra da rainha. O blog conquistou leitores em 19 países e, quando voltei para o Brasil, a ideia das cervejas artesanais e especiais ainda não tinha saído da minha cabeça. Nessa época o mercado de “craft beer” no Brasil já estava entrando em “ebulição” e nós três sentíamos que Juiz de Fora tinha algo a mais, algo diferente das outras cidades brasileiras. O número de cervejarias e cervejeiros é crescente (tanto é que precisamos adaptar nossa estrutura de roteiro várias vezes por causa do surgimento de novas cervejarias). Minas Gerais é conhecida como a “Bélgica Brasileira” pela sua enorme produção cervejeira e Juiz de Fora é a segunda maior produtora do estado, só perdendo para Belo Horizonte. Além disso, temos grandes “trunfos”, como a primeira cervejaria de Minas Gerais, a Barbante (criada por um imigrante alemão em 1861 e que vem sendo comandada pelo seu tataraneto); a Igreja da Glória, que possui a única cervejaria em funcionamento dentro de uma igreja fora da Europa (e foi trazida por padres redentoristas holandeses em 1894); cervejas premiadas nacionalmente e muito mais. Passamos a tentar entender o que Juiz de Fora tem que faz com que seja um importante polo cervejeiro e porque têm surgido tantos cervejeiros e cervejarias aqui. O documentário tem como objetivo buscar essas respostas e contar a história cervejeira da cidade para que ela se preserve, já que ainda é desconhecida por muitos. Cabe ressaltar que a cultura da cerveja em Juiz de Fora tem potencial para influenciar o setor econômico e fortalecer o turismo da região. O documentário é desenvolvido com os recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura - Murilo Mendes.
Quais são os diferenciais da maneira como vocês vão mostrar essa cultura no projeto?
O consumidor de cervejas especiais é sedento por novidades e busca prazer e novas experiências em torno da bebida. Levando esse aspecto em consideração e por se tratar de um assunto que é tão “social” e remete diretamente à amizade, lazer e diversão, seguimos uma abordagem bem descontraída. Investigamos os aspectos históricos, culturais e econômicos da cerveja em Juiz de Fora através de pesquisa e muito bate-papo gravado dentro das cervejarias, com seus cervejeiros e proprietários (no horário de funcionamento e grande parte delas com casa cheia!), explorando as particularidades dos locais, suas histórias e interligações. Além disso, fugimos do óbvio ao fazer um documentário com uma apresentadora mulher, o que comprova que cada vez mais a cerveja é assunto para elas, seja produção, consumo, harmonização ou curiosidades. 
Por quais estabelecimentos o documentário passa?
Passamos pelas cervejarias: Barbante, Artezannale, Boi na Curva (Profana), Antuérpia, Mr. Tugas, Brauhaus, São Bartolomeu e Timboo. Além disso, gravamos com o Roberto Dilly que é historiador voltado para a pesquisa da imigração e cultura germânica em Juiz de Fora (Instituto Teuto-Brasileiro); gravamos na cerimônia de formalização da Acerva da Zona (Associação dos Cervejeiros Artesanais da Zona da Mata Mineira); na Igreja da Glória, e produzimos uma cerveja junto com o Sandro Massafera (cervejeiro caseiro - Hop Beard), durante uma das filmagens. 
 
E como coisa boa sempre tem muita gente envolvida, a equipe do Além do Malte tem vários bons integrantes. O trio que deu início a tudo é formado por Mari Pena (apresentadora e roteirista), Danil Dias (diretor e editor) e Karinny Gréggio (produtora). Completam o time: Tadeu Carneiro (cinegrafista e editor), Luis Felipe Salgado (gaffer), Ana Carolina Durante (produtora), Lílian Werneck (produtora), Janaína Oliveira (maquiadora), Jordânia Coelho (stylist) e Rafael Theodoro (designer). E quem aí, assim como eu, também está morrendo de curiosidade para assistir esse documentário? O lançamento está previsto para o próximo mês e, assim que a data estiver confirmada, contamos para vocês! ;)
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