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Série: Clique de Ouro - Zine Cultural

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Série: Clique de Ouro

Por: Tainá Voltas

Juiz de Fora é um grande celeiro de corridas de rua e de atletas -profissionais ou amadores- que marcam presença em cada uma das edições. Quem gosta mesmo do esporte, sempre tem vontade de acompanhar o que aconteceu nesses eventos e, uma das formas de fazer isso, é por meio dos cliques do momento.

Pensando nisso, o Zine Cultural bateu um papo com quem sempre está nas largadas e chegadas, correndo sim, mas de uma forma diferente: com uma câmera na mão e com o objetivo colocar num clique, toda a emoção daquela corrida! Na nova série do Zine Cultural "Clique de Ouro", a cada corrida do ranking você irá conferir um bate-papo bem bacana com um fotógrafo esportivo. No primeiro capítulo dessa história o escolhido foi Danylo Goto!

Danylo Goto trabalha como fotógrafo de corridas há 14 anos e é diretor do projeto Super+Ação, que está sempre presente nos eventos esportivos capturando o que eles têm de melhor. A decisão pela profissão veio de uma paixão antiga por esportes e pelo acompanhamento desde os 8 anos de idade do esporte mountain bike. Ele é o primeiro personagem da série e começa de uma maneira eletrizante. 

1) O que é preciso para ser um bom fotógrafo de corridas?
Não basta conhecer as técnicas fotográficas e o próprio equipamento, acho essencial saber o que você está fotografando. Procurar saber quem são os atletas de destaque, conhecer o percurso da prova para compor um cenário bonito e chamativo, ou pegar o atleta num momento de grande esforço. Também é preciso ter disposição para acompanhar os atletas e raramente as corridas param por causa de eventos climáticos, pode estar muito calor ou chovendo bastante que você tem que estar lá ao lado dos atletas.
2) Qual a rotina exigida nesse tipo de especialização fotográfica?
Quanto mais dificil o acesso ao local da corrida, como as que são de trilha, mais bonita é a paisagem, mais bonita fica a foto e você consegue pegar o atleta em momentos únicos de esforço, superação e alegria! Dependendo da corrida eu caminho mais de 10km, chego a ficar 12 horas no meio do mato (como nas corridas acima de 50 KM) carregando mochila com equipamentos, lanche, rádio comunicador.. e aí vão quase 10 KG nas costas. Depois do "trabalho de campo" vem a pós produção: ver todas as fotos, tratar, postar no meu site ou mandar pra organização do evento, atender os atletas que ficam loucos pra ver as fotos.. essa parte já é mais comum a quase todos os fotógrafos.
3) Qual o click perfeito?
Eu gosto das fotos que emocionam, que fazem o atleta lembrar exatamente o que ele sentia naquele momento. Assim ele consegue mostrar aos amigos e familiares a emoção de ter participado daquela corrida, seja superando um obstáculo, vencendo seu próprio desafio, ganhando e até desistindo de uma prova.
4) Como passar a história da corrida da melhor forma por meio das fotos?
Isso vai muito da exigência da organização do evento. Tem organizador que quer mostrar o bem-estar do atleta e a qualidade do evento, outros pedem para fotografar a quantidade de atleta, alguns usam as paisagens como chamariz.. e por aí vai. Quando fico "livre" pra fotografar da minha forma, procuro o trecho mais difícil do percurso, pois é justamente o que eles contam pros outros: "eu venci tal subida... olha a foto!"

Nesse domingo, temos mais uma corrida na cidade: a Fripai. Um ótimo momento para conferir de perto o trabalho essencial desses profissionais, mesmo que seja depois, pelas fotos. Aproveitando, se você ainda não viu nossa cobertura da última corrida da Suprema, fica o convite, clique aqui e saiba como foi. Conta para gente também, qual fotógrafo de corrida gostaria de ver por aqui? 

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