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Dia do Baterista: Bráulio Mayrink - Zine Cultural

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Dia do Baterista: Bráulio Mayrink

Por: Tainá Voltas

Baquetas em punho e o sinal para o restante da banda se posicionar é dado! Em um show ao vivo, o famoso som amadeirado da marcação "1, 2, 3" logo no início das canções, faz todo mundo ficar atento e se preparar para o que está por vir: a música! O público fica ansioso, alerta, em frenesi, e eles, os responsáveis por anunciar o espetáculo dessa forma tão singela, disparam a habilidade sobre pratos, bumbos, caixas, surdos e o que mais compuser as baterias! Para comemorar o dia deles (20/09), dos que escolheram esse instrumento como o de coração, nada melhor do que conhecer os bateristas que mandam ver no cenário juiz-forano. Para isso, confira o trabalho de Bráulio Mayrink, ao som de uma das bateras mais lembradas da história! Dê o play e divirta-se!

  

Baterista Nirvana: Dave Grohl 

Bráulio Mayrink é baterista há quase 32 anos e dá aulas do instrumento há 22. É apaixonado por cada detalhe das bateras, não abre mão de viver com elas e é proprietário da Live Espaço Musical.

Qual a sua história com a bateria?
Sinceramente, acredito que eu fui escolhido pela bateria. Fui influenciado ainda criança pela música em minha casa. A influência maior veio dos meus irmãos, que escutavam muito Rock. Estou me referindo ao início da década de 80. Fiquei apaixonado pela sonoridade da bateria e pela riqueza visual deste instrumento. Comecei a tocar aos 8 anos de idade. Daí até hoje, não parei mais. É minha profissão.

Qual o processo de transição entre tocar bateria e dar aula do instrumento?
Esse processo pra mim é absolutamente normal. Acho que planejamento, foco e seriedade são palavras chave. Para lecionar, primeiramente, você precisa ser responsável e honesto. Você lida diretamente com o sonho de uma pessoa. Precisa saber que todos são diferentes e possuem necessidades distintas. Alguns querem ser profissionais, outros querem apenas se divertir... O que é uma aula de bateria para um garoto que perdeu uma namorada? Ou para o empresário com problemas? O professor deve estar antenado ao que acontece com seus alunos.


Como o baterista se envolve com a composição de músicas?
O baterista adiciona o ritmo à melodia. Por diversas vezes, ao contrário do que pensam, o baterista consegue transmitir a emoção que a música necessita para crescer e se fazer entender. Alegria, tristeza, ansiedade... nossos tambores podem imprimir isso. Eu procuro ouvir os outros instrumentos e tocar o que vem à  cabeça , inicialmente. Aos poucos vou refazendo, lapidando minhas idéias conforme o necessário. Geralmente, isso acontece com a banda toda reunida. Já fiz gravações onde gravei de três maneiras diferentes para o produtor escolher. O conjunto da obra deve ser perfeito. Melodia, harmonia e ritmo. 


Quais são suas inspirações na área?
Meu trabalho atual é focado num plano 90% educacional. São aulas, workshops e masterclasses. O restante seriam apresentações free lancer, subs e gravações. Tenho muito prazer em lecionar e palestrar. Minha influência e inspiração vem de muitos bateras que trabalham no mesmo ramo que eu e são parceiros de verdade. Eu anseio continuar trabalhando, pesquisando muito e absorvendo conhecimento para evoluir e não estagnar. Jeff Porcaro e Neil Peart são os principais. Mas, sinceramente, sou influenciado por todo tipo de música e de instrumento. Livros, filmes, conversas... enfim... Sou aberto a receber informações. Minha família, esposa e filhos também me fazem um músico a cada dia melhor.


Quem não conhece muito de música, às vezes desvaloriza a bateria. Qual diferencial ela traz para as canções?
A bateria é ainda desvalorizada por culpa dos próprios bateristas. Nosso instrumento é maravilhoso. Mas ele depende de uma ferramenta que obrigatoriamente deve ser estudada. A Dinâmica. É o ato de conhecer e trabalhar com volumes diferentes. Do mais suave, passando pelo volume normal, até chegar às tônicas, acentuações. Claro, que isso depende de inúmeros fatores. Qual o estilo tocado, qual ambiente, qual instrumento...Os bateristas têm fama de barulhentos... e a maioria é mesmo. Como disse anteriormente, a bateria pode incutir emoções com seu ritmo, valorizando mais ainda a composição. Com técnica inclusive.


O que você acha do cenário de bateristas em JF?
Acho o cenário de bateristas na cidade muito interessante. Temos muito talento aqui. E a maioria é bem unida, troca informações, agrega conhecimentos. E a versatilidade de estilos é grande.

Você tem algum tipo de ritual para tocar? Como funciona a preparação? 
Na verdade faço um pequeno aquecimento das mãos antes de tocar. Mas, o principal ritual é deixar o equipamento pronto de acordo com minhas necessidades para tocar. Isso é o principal pra mim.


Para conferir a entrevista com outros baterista da cidade, veja nossa matéria exclusiva! É só clicar AQUI. Vem que está lindo! 

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