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Na ponta do hashi - Zine Cultural

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Na ponta do hashi

Por: Talita Scoralick

Quem aí nunca experimentou um sushi que seja? A culinária oriental se popularizou no Brasil e caiu no gosto dos juiz-foranos. Makimonos, Hossomaki, Uramaki, Niguirizushi, são alguns dos nomes que entraram pro vocabulário gastronômico brasileiro, mas o chef do Drink Sushi, Fred Oliveira, comenta que a culinária japonesa é muito mais ampla que podemos imaginar.

"Na verdade, o sushi não é uma comida do dia a dia dos japoneses, ele é servido em eventos e ocasiões especiais. Ele foi criado para conservar o peixe fresco, por isso o arroz é preparado de forma diferente, com bastante vinagre e um pouco de açúcar", conta o chef que trabalha há dez anos com a gastronomia oriental.

Além disso, o preparo do sushi é uma atividade tipicamente masculina. O motivo disso é que a temperatura das mãos das mulheres, tidas como mais quentes que a dos homens, poderia alterar o sabor do peixe. Entre os benefícios, ele aponta o frescor dos produtos, os nutrientes e a falta de gordura e sal. "Por isso faz tão bem à saúde. Mas é preciso tomar cuidado, pois os brasileiros exageram nos hots (os sushis fritos) e no molho shoyo, que contém muito sódio."

Sobre a etiqueta à mesa, Fred comenta: "Muita gente não sabe ou fica com vergonha, mas não há problema nenhum em se comer com as mãos ao invés do hashi. Nos restaurantes orientais, inclusive, é oferecida uma toalhinha quente para que as pessoas possam higienizar as mãos. E como a comida japonesa é muito artesanal, ela é bacana justamente por agregar as pessoas, que sentam a mesa e conversam enquanto esperam ela ficar pronta".

Pra finalizar, o sushiman ressalta: "Como é uma cultura muito diferente da nossa, a gente não precisa se preocupar muito com a etiqueta. O importante é dar atenção ao sabor, ter conhecimento sobre os alimentos para aproveitar ao máximo o melhor que cada elemento oferece".

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