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Vida longa ao rock - Zine Cultural

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Vida longa ao rock

Por: Natália Andrade e Vinícius Barreto

Você pode não ser fã, mas com certeza já ouviu um riff de guitarra que você reconhece na hora. O Rock N' Roll é um dos genêros mais consagrados no mundo que se tornou quase uma religião para seus seguidores. Com ou sem cabelão, os rockeiros também marcam presença na nossa cidade e em comemoração ao Dia Mundial do Rock, celebrado no dia 13 de julho, o Zine Cultural perguntou aos rockeiros de JF City "Qual a cara atual do rock". 

 

Vinícius Polato, guitarrista da Vivenci, é otimista ao definir o rock hoje em dia: "O rock hoje vive um ótimo momento. Vendo o nosso cenário em JF, vejo um cenário sólido, unido e forte como há muito tempo não era, o rock está longe de estar morto, o rock tá MUITO vivo!"

 

Para o guitarrista da Insannica, Lincoln Brian, o rock tem várias caras: "É um estilo que se torna cada vez mais abrangente e popular, por não haver exclusão de gêneros, classes sociais, etnias, faixa-etárias, etc. Um estilo musical que antes estava à margem da sociedade e hoje conquistou seu espaço, como em nossa cidade, onde o número de admiradores e o apoio têm crescido consideravelmente. Acho que posso dizer que a busca por igualdade, união e respeito ao próximo é a cara do rock atualmente"

"Pensamos que a 'cara do rock' ultimamente é jovem, renovada e crescente. Vemos fortemente, nos nossos shows, a presença de jovens que herdam de seus pais a cultura rockeira e fazem dela uma parte da sua. E isso é ótimo! Nossa cidade possui diversas bandas que possuem material autoral reconhecido e de qualidade. Finalmente, gostaríamos de destacar que em Juiz de Fora, a cena se encontra relativamente unida e, assim, tem-se conseguido fazer o movimento avançar. Porém, ainda podemos unir muito mais os integrantes do nosso movimento para alçarmos objetivos maiores. A união das pessoas em torno desses objetivos comuns faz toda a diferença e é isso que desejamos ver nos próximos meses por aqui." comenta o  tecladista e guitarrista da Montreux, João Paulo Lima.

"O Rock, por ser um estilo muito rico e cheio de subdivisões, é um estilo com diversas facetas diferentes. Certo seria dizer que a aura do rock atualmente é uma das melhores desde os anos 80. Creio que a própria mídia esteja dando mais valor a ele e até as pessoas que não conhecem o estilo, estão respeitando mais e o preconceito diminuiu absurdamente. Pode-se dizer que o Rock se tornou um estilo simpático e querido. O público do Rock ficou mais velho e os próprios rockeiros envelheceram e pisaram no freio. As referências e exemplos do passado nos deixaram um pouco “queimados” com tantos casos de overdose, abuso de álcool e grandes nomes do estilo terem se declarado portadores do HIV. Esse Rock mais comportado fez com que os próprios pais rockeiros passassem para seus filhos esse legado no estilo, observando bem os comportamentos que um estilo que prega a liberdade e o hedonismo pode influenciar a uma criança. Creio que venha coisa boa pro Rock nos próximos anos e gostaria de ver o estilo ser de novo o que foi no Brasil nos anos 80." afirma Rhee Charles, vocal da Glitter Magic.

"A cara do Rock atualmente é baseada numa cobrança maior que antigamente. Hoje, não podemos ser apenas bons músicos, mas temos que ser ativos na cena musical de nossa cidade, estar por dentro dos eventos Culturais ( não só os os de Rock), divulgar o nosso material de trabalho  dando resultado nas casas em que tocamos. Não podemos esperar que caiam nossas conquistas do céu. Temos que correr atrás dela. A Cara do Rock atualmente está cada vez mais exigente, fazendo com que as bandas se profissionalizem em tudo que seja ligado a música." conta Victor Castro, guitarrista da Bad Bloxx

E pra finalizar a homenagem mais que merecida ao Dia Mundial do Rock, o Zine bateu um papo exclusivo com duas gerações do Rock N' Roll da cidade: Tuka, da Tuka's Band e Lucas Dore, representando a banda Shaver. 

 

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