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Personalidade no Samba - Zine Cultural

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Personalidade no Samba

Por: Natália Andrade

Entre tantas vertentes do samba, Alessandra Crispin encontrou seu lugar! A cantora que flerta também com MPB e pagode, traz uma música cheia de personalidade e encanta o público por onde passa, com uma voz marcante e muito carisma. Prestes a dar um grande passo na carreira, o lançamento do primeiro CD, a sambista é pura felicidade com o trabalho desenvolvido para esse projeto. O "Meu nome é Crispin" será apresentado ao público na próxima quinta (14) e Alê bateu um papo com o Zine sobre ele!
Quais as principais diferenças entra a Alessandra Crispin que entrou no The Voice há dois anos e a que está lançando agora o primeiro álbum da carreira?
A Alessandra que entrou no The Voice não poderia imaginar tudo o que a Alessandra de agora está para realizar. Fica complicado falar de mim em 3ª pessoa, vou reformular (risos). Antes, eu trabalhava como free lancer para outras bandas e meu projeto solo se resumia apenas a voz, violão e percussão. A música já era a minha principal fonte de renda, eu já me considerava profissional, mas ainda estava “começando”, moldando a minha arte. Hoje, com o lançamento do CD batendo na porta, vejo que dois anos e meio passaram muito rápido. Eu tive que “criar” toda uma história, em um curto tempo e fazer de cada apresentação, um teste, uma experimentação, visando sempre melhorar o conceito dos meus projetos. O solo e o SambaLelê contribuíram para que eu pudesse me “autolapidar” como cantora, compositora e instrumentista. Hoje, reconheço que este esforço valeu a pena.

O que o “Meu Nome é Crispin” representa para a sua carreira?
Este CD é o meu primeiro filho. Hoje, sei exatamente o que meu projeto representa pra mim, para os meus colegas de trabalho e para o meu público. Mas tem algumas coisas que ainda não foram mostradas... Muita gente não sabe que comecei no pagode, como violonista e que só com 17 anos comecei a cantar em uma banda de MPB! E nem era a cantora principal" O samba me “chamou pra dançar” bem depois disso, quando já tinha uns 22 anos. A oportunidade de mostrar minhas raízes, meu caminho trilhado até aqui, eu vou conseguir graças ao lançamento deste CD.
Como foi o processo de composição e escolha das músicas do disco?
Bem, eu componho há muito tempo, e foi mostrando essas músicas para os meninos da banda e, principalmente, para o produtor do disco, Alex Pereira, que consegui montar o repertório. Gosto de todas, aí fica difícil, né?! Tenho a honra de ter, entre as minhas composições, duas faixas com parceiros queridos. Carlos Fernando e Tiago Lazarrini, diretor musical da banda, são meus parceiros na música “Samba Fino”. E o querido Roger Resende assina comigo a composição de “Ziriguidum”. Além disso, o CD traz um presente maravilhoso do meu amigo e sambista Carlos Fernando, que intitula o CD, “Meu nome é Crispin”, e “Novo Olhar”, música dele e de Leandro Fregonesi.

Na sua visão, qual é o diferencial do samba que você faz?
O samba, a cada dia que passa, toma mais lugar em meu coração e em meus projetos. Minha cabeça já pensa com a cadência do samba, vamos dizer assim. E, mesmo com algumas pessoas se posicionando de forma contrária ao meu projeto, quando digo que canto samba, eu aqui afirmo que canto samba também. No meu show as pessoas escutam samba, MPB, escutam ritmos afros, escutam o samba rock, sambalanço e sambassoul. Eu gosto de fazer música. Minha banda e eu trabalhamos para que a música seja a de maior qualidade possível. E, através da minha música, quero levar alegria para os corações de quem para o que está fazendo para nos assistir. Não sei se o meu samba é diferente na questão de levar a alegria que o samba carrega. Eu só sei que me esforço, sempre, para fazer o melhor para quem está nos assistindo.
Como está a expectativa para esse show de lançamento?
Estou muito ansiosa! Todos da produção estão! O Cine-Theatro Central tem uma força, uma energia, que me arrepia e emociona. E começar toda a minha história lá será muito importante, para a minha carreira e pra mim. Além disso, mostrar minhas músicas, primeiramente, para os juiz-foranos, não tem preço. Estou muito feliz de realizar esse primeiro sonho. E são tantas pessoas que estão ajudando, correndo atrás, divulgando ou vendendo ingressos, entre tantas coisas. Fico muito feliz! Em particular, a Lei Murilo Mendes, da Funalfa, tornou todo esse sonho possível. Meu projeto foi contemplado pela lei em 2014 e, desde então, tive o prazer de ver esse sonho se transformar em realidade aos poucos e, agora, essa realidade se concretizará! Espero vocês, leitores e todos do Zine Cultural, nesta quinta. Um beijo para cada um e muito obrigada por tudo!
Se você quer saber todos os detalhes dessa noite, acesse nossa agenda! O lançamento acontece nesta quinta (14), no Cine-Theatro Central!
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