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Onde a má fé não faz morada - Zine Cultural

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Onde a má fé não faz morada

Por: Natália Andrade

Quatro músicos, seis discos lançados e treze anos de história: essa é a banda Forfun! Com uma musicalidade cada vez mais madura e uma legião de fãs que os admiram desde o início da carreira (como essa estagiária aqui), o grupo se consolida como um forte nome do rock nacional. O disco "Nu", seu mais recente lançamento, teve grande repercussão e elogios que refletem o bom trabalho que vem sendo feito por Danilo (vocais e guitarra), Vitor (teclados, sintetizadores e vocais), Rodrigo (baixo e vocais) e Nicolas (bateria).
Nesta sexta (05), a banda é uma das atrações do Arena Music, que traz ainda Natiruts e Nando Reis ao palco do La Rocca. Especialmente pra você que curte Forfun, o Zine Cultural bateu um papo com o baixista Rodrigo Costa, que falou sobre inspirações e detalhes especiais do novo disco.
Depois de seis discos lançados, o que mudou do Forfun lá do início pra esse de agora?
À princípio te diria que o que mais mudou foi a forma de nos enxergarmos dentro da música, diretamente como profissionais da música ou aspirantes a isso, e a dimensão que compor e tocar tomaram dentro das nossas vidas, ajudando a nos formar também como pessoas. Mas muita coisa permaneceu a mesma também. Talvez nada se perca, apenas nos expandamos e agreguemos conhecimento e tralha com o tempo.

Novo clipe do Forfun, de uma canção do álbum "Nu"
Um dos pontos marcantes em muitas músicas do Forfun é a positividade. Como vocês levam isso na vida de vocês?
Acho que positividade talvez não resuma tão bem, se me permite, mas acho que tem a ver, passa por ela. Acredito ser mais a filosofia da aceitação do aprendizado, que muitas vezes até passa pela negatividade, pela depressão, pelo surto, mas em busca de uma plenitude, de uma tranquilidade mental, que passe pela aceitação daquilo que se é. No nosso caso, ora seres de luz, ora nem tanto.
Desde que foi lançado, o álbum "Nu" tem tido muita repercussão. De onde vieram a inspiração e as referências, já que ele mistura outros ritmos ao rock da banda?
Talvez a maior novidade nele tenha sido a maneira como foi feito. Cada disco é de um jeito, e no caso do Nu a maioria das faixas foi composta num esquema um pouco diferente. Todos estávamos em processo de mudança de casas, consequentemente, de vidas, aquela bagunça, novas rotinas, adaptações, etc. Eu, particularmente, me adaptei muito a um esquema que criei (na humilde) em casa e que me deixou muito a vontade pra compor. Então, tanto eu, como os outros, já que não tínhamos o encontro físico quase diário de antigamente, passamos a gravar coisas cada um em sua casa e nos mandar via internet. Fomos ensaiar quando as músicas já estavam um pouco mais encaminhadas, ao invés da construção coletiva desde o esqueleto. Isso não impediu que todos chegássemos às conclusões finais sobre cada uma delas juntos e talvez tenha proporcionado certa personalidade em cada também. Em relação aos temas das letras, acredito que estejam também diversificados como de costume, pequenos retratos do que se passa pra nós. Dessa vez, inclusive, além das tentativas que fazemos dentro de ritmos relativamente novos pra nós, arranhamos um pouco nas línguas também, espanhol e inglês. Ay caramba!
E a capa do álbum? Por que um gato, com olhos de cores diferentes? Tem algum significado especial?
Achamos que o gato era uma maneira bacana de colocar a nudez, tentando fugir de clichês. Achamos essa forma que pra nós ao mesmo tempo que mostra o natural, divino, tem um quê de estranho. Os olhos foram homenagem ao Bowie, que o Rafael Ramos, produtor do disco, se amarra.
Pra finalizar, quais são os planos da banda para o futuro?
Planos pro futuro são viver e deixar viver. Um abraço pra geral!
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