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Um artista cheio de facetas - Zine Cultural

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Um artista cheio de facetas

Por: Natália Andrade

Dona Hermínia, Valdomiro, Senhora dos Absurdos e por aí vai... A lista de personagens icônicos é grande! Com uma versatilidade impressionante, Paulo Gustavo se consolidou no cenário dos grandes humoristas na nova geração. Teatro, Cinema e Televisão fazem parte do seu currículo recheado de sucessos. Um deles é o espetáculo "Hiperativo" que chega a JF para uma nova apresentação. Em um bate-papo descontraído, Paulo Gustavo falou sobre as várias facetas de sua carreira, planos para o futuro e a relação com o público de JF.
O “Hiperativo”, seu segundo espetáculo teatral, mostra o Paulo Gustavo por si só, sem personagens, maquiagem etc. Como é essa transição entre um espetáculo e outro?
O Hiperativo é um stand up, onde eu conto várias histórias minhas. É separado em seis blocos, então eu falo sobre assuntos como meu perrengue nos EUA por não saber falar inglês, ditadura da beleza com malhação e dieta, sobre atrair pessoas malucas por ser muito agitado, histórias da minha mãe e das mães dos meus amigos, medo de avião e porque eu montei esse espetáculo. Não houve muito uma transição entre uma peça e outra. Estou há 11 anos em cartaz com o “Minha Mãe É Uma Peça” e tem o “Hiperativo” que é um espetáculo totalmente diferente. Às vezes estou em cartaz com apenas algum deles, outras vezes estou com os dois em paralelo. Não houve um momento em que eu deixei de fazer um espetáculo para fazer outro. Fiz tudo ao mesmo tempo e acho que esse meu jeito agitado de ser me ajuda a conseguir cumprir todas as agendas e todas as coisas que eu faço de uma vez só. Fico muito feliz com todo esse feedback do público e toda a repercussão e projeção que tenho tido como retorno dos espetáculos e programas de TV.

Na sua opinião, quais são os maiores humoristas brasileiros da atualidade?
Bom, entre os maiores humoristas da atualidade temos algumas gerações né... Tem o Miguel Falabella, Regina Casé, Deborah Bloch, Marieta Severo, Marco Nanini, Diogo Vilela. Tem uma outra geração com Ingrid Guimarães, Heloísa Perissé, Lúcio Mauro Filho, Leandro Hassum, Marcius Melhem. E tem a nova geração com Tatá Werneck, Fábio Porchat, Marcos Veras, Adnet, Gregório, Caruso, Samantha Schmütz, Marcus Majella, Cacau Protásio e todos os meus amigos lá do Vai Que Cola. Esses pra mim são os maiores comediantes da atualidade.
A série "Vai Que Cola" fez tanto sucesso que se transformou em um filme. No cinema, a história foi igualmente bem sucedida. Quais são as próximas aventuras da turma do Méier?
Todas as figuras da pensão vão continuar fazendo aquelas doideiras de sempre. O Valdomiro Lacerda dá uma entrevista lá no Méier e faz alguma brincadeira detonando o bairro, falando que sempre foi do Leblon. A galera do Méier fica irritada com isso e vai atrás dele para dar uma surra. Então, ele tem que se disfarçar de vários personagens. Dos 40 episódios, eu faço 15, e em alguns deles eu apareço de Valdomiro Lacerda mesmo, outros uso novos personagens e até algumas figuras do meu programa 220 Volts são usadas. O programa está super divertido e tem novas participações. O Marco Luque entra para o elenco esse ano, também vêm o Rafael Infan, a Letícia Lima do Porta dos Fundos. Então vai ter uma turma boa integrando o novo elenco, além do elenco já tradicional que é o máximo. Somos todos irmãos lá e agora vamos para mais um ano juntos. Estávamos morrendo de saudade e já conseguimos matar um pouco com o primeiro dia de ensaios, que foi nessa semana. Achamos que será uma temporada muito legal, porque estamos nos divertindo muito com os roteiros.

Teatro, televisão e cinema. Qual dos três é o seu preferido e por quê?
O lugar que mais me toca, me emociona, é a minha maior motivação e onde quero viver pro resto da vida, é o teatro. O teatro é o meu porto seguro. É onde eu comecei a fazer minha carreira e conseguir conquistar tudo que tenho hoje. Então o teatro tem um lugar especial dentro de mim. Mas eu adoro fazer cinema e adoro fazer televisão também. A questão é que eu sou muito hiperativo, muito agitado. Então a espera que a televisão e o cinema têm, com mudança de câmera, luz, lente, enfim, é algo bem difícil pra quem é muito agitado. Sempre me consigo me sair bem, mas o que eu realmente mais gosto é o teatro.
Quais são os planos para o futuro da sua carreira?
A gente que é jovem tem muitos planos, tem muitos sonhos... Enfim, eu vivo de sonhos o tempo todo. O dia que a gente parar de sonhar acaba um pouco a função da gente aqui. Então, eu tenho muitos planos. Mas o meu maior plano é ter saúde para continuar tendo outros planos (risos). Não tenho como prever agora o que eu vou fazer nos próximos anos. Mas posso te dizer o que vou fazer neste ano: a nova temporada do 220 Volts, o Vai Que Cola e a minha peça nova, que estreio no final do ano. Estamos em processo de criação do espetáculo e ele chega aos palcos em novembro. Estamos na fase de regularização, registrar o nome, então ainda está um pouco no início para poder falar mais sobre o projeto, mas já já sai essa nova peça de teatro. Além disso, estreia o "Minha Mãe É Uma Peça 2" nos cinemas, no dia 29 de dezembro. Em 2017 eu quero começar o ano com saúde. Meu objetivo é esse, porque se eu tiver bastante saúde eu consigo trazer novos projetos.

Sua última vinda à nossa cidade foi sucesso de público, com o teatro cheio. Como é voltar para reapresentar o mesmo espetáculo?
Já fui algumas vezes para Juiz de Fora e eu adoro. Nas duas últimas vezes, o público foi muito grande, muito legal, muito receptivo, uma plateia bem calorosa. Pra mim é sempre um prazer ir para a cidade. Eu nem pego avião, vou de carro, então é melhor ainda pra eu que sou medroso. Tô super feliz de estar voltando e deixo um beijo para todos do Zine e de JF. Nos vemos no domingo!
O espetáculo "Hiperativo", com Paulo Gustavo, rola no próximo domingo (15), no Capitólio. Para garantir seu ingresso ou saber mais detalhes sobre a peça, é só acessar nossa agenda!
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