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Dia do Baterista: Felipe Balut - Zine Cultural

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Dia do Baterista: Felipe Balut

Por: Tainá Voltas

Baquetas em punho e o sinal para o restante da banda se posicionar é dado! Em um show ao vivo, o famoso som amadeirado da marcação "1, 2, 3" logo no início das canções, faz todo mundo ficar atento e se preparar para o que está por vir: a música! O público fica ansioso, alerta, em frenesi, e eles, os responsáveis por anunciar o espetáculo dessa forma tão singela, disparam a habilidade sobre pratos, bumbos, caixas, surdos e o que mais compuser as baterias! Para comemorar o dia deles (20/09), dos que escolheram esse instrumento como o de coração, nada melhor do que conhecer os bateristas que mandam ver no cenário juiz-forano. Para isso, confira o trabalho de Felipe Balut, ao som de uma das bateras mais lembradas da história! Dê o play e divirta-se!

   

Baterista Nirvana: Dave Grohl 

Responsável pela batera de uma das bandas mais conhecidas de de JF e região, Felipe Balut encara a estrada com a Etcoetera há 5 anos, mas sua conexão com o instrumento é de longa data!

Como você escolheu a bateria?
Acho que posso dizer que tudo começou na barriga da minha mãe. Ela é apaixonada por música, pianista clássica formada e conta que, já durante a gestação, eu chutava e mexia muito quando tinha alguma canção tocando, principalmente Beatles. Costumo dizer que a "culpa" é dela! Como toda criança eu era encantado por qualquer coisa que fizesse barulho. Com 3 anos minha vó, que é uma das minhas grandes apoiadoras, me deu um terço de presente com a intenção de me ensinar a rezar, mas fiz dele um chocalho (risos). Aos 5 anos ganhei a 1ª bateria de adulto e, de lá pra cá, não parei. Em 2010 saí de Divino- MG e vim para Juiz de Fora para estudar e tocar bateria. Fui aluno do Pedro Crivellari e Bráulio Mayrink, que abriram as portas do meio "bateristico"pra mim.  Resultado... em 2011 conheci a galera que hoje junto a mim, toca o projeto ETCOETERA e larguei tudo para me dedicar a banda. Mas não parei de estudar. Em 2013 fui aprovado na Faculdade de Música Popular Ponto de Partida (Bituca | Barbacena - MG), estudei com Linconl Cheib, mas não cheguei a concluir o curso. Hoje, o único trabalho paralelo a Etcoetera que levo, são aulas de bateria ministradas na Live Espaço Musical. Como poder ver, minha vida é diretamente atrelada a música e a esse instrumento que sou apaixonado, a bateria!


Quem não conhece muito de música, às vezes desvaloriza a bateria. Qual diferencial ela traz para as canções?
Não diria "desvalorizar" a bateria em sim. Mas sim, pouco conhecimento dessa área. Uma vez vi um documentário falando que a vida é uma música. Nas primeiras batidas de nosso coração, nesse pulsar constante, essa música começa a ser escrita. Acredito que a bateria e a percussão dão "vida" a música, sem querer puxar pro lado dos bateristas e percussionistas (risos). Os primeiros "instrumentos" da nossa história, as primeiras manifestações musicais começaram com instrumentos percussivos. Tambores feitos de tocos de árvores com couros de animais, cumbucas, cabaças, chocalhos feitos com unhas de animais da época e etc... Grande parte das pessoas não tem o conhecimento de que para ser um bom baterista, é necessário tempo e dedicação, aliados a grandes e intensas jornadas de estudo. E sim! É preciso estudar, e muito, o seu instrumento, independente de qual seja. 


No processo de composição de uma melodia como o baterista trabalha? Em particular, como você atua?
O baterista geralmente trabalha na construção rítmica da música. Mas em muitos casos, onde o baterista também tem conhecimento de harmonia ou instrumento harmônico, ele compõe a melodia. No meu caso, como ainda não domino nenhum instrumento harmônico, meu foco é na parte rítmica. Buscando novos ritmos e misturando os já conhecidos. Mas sempre que posso, me esforço para ajudar com letras e melodias, mesmo que do meu jeito " maluco" (risos)


Quais são suas inspirações na área?
Sou fã de grandes bateristas brasileiros como Kiko Freitas, Rubinho Barsotti, Paulinho Braga (mineiro de Guarani, que fez história tocando com Milton Nascimento, Elis Regina,Tim Maia, Tom Jobim, entre outros), percussionistas como Marçal, Denny Conceição e o grande Naná Vasconcelos. Também gosto de gringos como Horacio El Negro Hernandez, Dave Weckl, Steve Gadd... Mas, é no convívio próximo que estão minhas maiores influências. Não posso deixar de citar meus professores Pedro e Bráulio, e amigos de bateria como João Cordeiro, Carlos Eduardo (Kadu) e o Fabio Mendes. Conviver e ver esses caras tocar é um grande aprendizado!


Você tem algum tipo de ritual para tocar, vai de show para show? Como funciona a preparação? 
O ritual começa com a preparação do corpo e espírito, né. Mas todo show sempre tem aqueles 10/15min de alongamento e aquecimento pra não "travar" no meio do baile (risos)


Para conferir a entrevista com outros baterista da cidade, veja nossa matéria exclusiva! É só clicar AQUI. Vem que tá lindo! 

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