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Segura esse Jegue! - Zine Cultural

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Segura esse Jegue!

Por: Talita Scoralick

Como todo bom bloco de carnaval, o Jeguelétrico surgiu com um grupo de 13 amigos que queriam se divertir em uma cidade do interior. A diferença estava na forma: saindo atrás de uma carroça de som puxada por um jeque. A brincadeira foi crescendo e, mesmo sem o jegue, os foliões só foram aumentando. Em 2013, cinco mil pessoas curtiram os quatro dias de festa pelas ruas de Visconde do Rio Branco/MG.
E é claro que muitas e divertidas histórias não poderiam faltar nesses 17 anos de bloco. Confira algumas delas com um dos organizadores, Thiago Savino.
Como começou o Jeguelétrico e quando vocês começaram a perceber que essa brincadeira estava ficando “séria”?
Em Janeiro de 1998, quando Brunno Savino passava suas férias em Porto Seguro - BA, viu uma carroça de som automotivo puxada por um Jeguinho(animal) que saía pelas ruas da cidade tocando hits de axé, levando atrás quem passava pelas ruas. Brunno voltou a Visconde do Rio Branco e contou a “brincadeira” ao amigo Alarcon, propondo a ele que montassem uma carroça de som e alugassem um Jegue pra puxá-la no carnaval. Ideia abraçada, juntaram mais 11 amigos e assim fizeram naquele mesmo ano. Com o passar dos anos, o Bloco foi crescendo, todos admirando, curtindo e querendo participar, o que de início era apenas uma reunião de amigos. Foi quando, em 2006, decidiu-se abrir as portas para que todos pudessem participar da festa nas tardes de carnaval em Visconde do Rio Branco, saindo já com 500 foliões naquele ano. De lá pra cá, esse número só aumenta.
Como vocês definem o bloco e o que ele representa pra vocês?
O Bloco é pura diversão. Desde a hora da chegada do folião na concentração até o desfile pelas ruas. Só se vê gente sorrindo. O Jegue é como um filho, representa muito, foi criado com carinho e muito amor.
Nesses 17 anos, certamente existem várias histórias engraçadas pra contar. Quais são as mais marcantes?
As mais marcantes, com certeza, ocorreram no primeiro ano do bloco, em 1998. São dois fatos que ocorreram num espaço de 20 minutos: o primeiro foi que quando estávamos desfilando pelas ruas de Visconde, os 13 amigos atrás do Jegue, ele quase bateu em uma BMW novinha. E o segundo, quando chegamos na Praça 28 de Setembro, no auge do nosso desfile, soltaram um foguete ao lado do Jegue, que assustou, arrebentou os arreios, saiu em disparada e foi parar a 1km do local...detalhe: dentro da garagem casa do Promotor de Justiça da cidade. Mas tudo se resolveu!

O que o folião mineiro tem de diferente dos demais e por que o carnaval do interior atrai tantas pessoas?
A receptividade do povo interiorano e a tranquilidade da cidade, com certeza. Em Visconde do Rio Branco os moradores se preocupam com o bem estar de quem vem passar aqui o carnaval. A Polícia Militar juntamente com a Prefeitura sempre se preocupam em traçar planos de prevenção à criminalidade e isso ajuda muito. O folião aqui fica a vontade, bem servido, temos ótimos restaurantes e padarias e bem acomodados, porque além de hotéis e pousadas nessa época, os próprios moradores alugam suas casas para quem vem de fora.
E pra terminar, como é o planejamento do bloco a cada ano? O carnaval é assunto e trabalho pro ano todo?
O planejamento começa um dia após o carnaval, é muita coisa pra se pensar. Atrações, o que deu certo, o que não deu, como fazer diferente, o que fazer diferente, realmente o carnaval é assunto o ano todo.
 
O Jeguelétrico acontece entre os dias 1º e 4 de marco. Quer adquirir seu passaporte pra folia? Corre aqui que tem promoção!
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