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Museu de Arte Murilo Mendes volta a abrir nos FDS - Zine Cultural

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Museu de Arte Murilo Mendes volta a abrir nos FDS

Por: Rívia Petermann`


Museu Murilo Mendes (Foto: divulgação)

 

Boa notícia para os juiz-foranos, turistas, e, principalmente, amantes da arte: O MAMM - Museu de Arte Murilo Mendes, voltou a abrir nos fins de semana para visitações abertas a todo o público. Os novos horários se aplicam aos sábados, domingos e feriados, de 12h às 18h. Nesta retomada, os devotos á cultura podem conhecer três novas exposições nas galerias do espaço. Para quem ainda não é tão fã assim das artes, ou ainda não teve a oportunidade de conhecer de perto, sem desculpas: o museu fica no centro da cidade, na parte de baixo da Rua Benjamim Constant! A entrada é franca. Confira as exposições disponíveis logo abaixo!

 


Retrato de Murilo Mendes por Guignard (Foto: divulgação)

 

Mostra “Ilustrações - Axl Leskochek para Dostoiévski

 

No térreo, a mostra “Ilustrações - Axl Leskochek para Dostoiévski” ocupa a galeria Poliedro com 35 gravuras que originalmente ilustravam as edições das obras do escritor russo Fiódor Dostoiévski para a famosa editora José Olympio. Nas obras, aparecem retratadas cenas baseadas nos livros “O Adolescente”, “Os Demônios” e “Os Irmãos Karamazov”. Leskochek nasceu na Áustria em fins do século XIX (1889) e chegou ao Brasil em 1939, ao término de uma jornada de fuga do Nazismo. Entre nós, o artista lecionou xilogravura para nomes como Fayga Ostrower, Renina Katz, Ivan Serpa e Edith Behring, além de ilustrar diversas publicações como “O Romanceiro do Brasil”, de Ulrich Bechers, “Dois Dedos”, de Graciliano Ramos, “Uma Luz Pequenina”, de Carlos Lacerda, assim como as cenas dos livros de Dostoiévski, nas traduções de Rachel de Queiroz e Lêdo Ivo.

 


“Ilustrações - Axl Leskochek para Dostoiévski” (Fotos: divulgação)

 

Seus trabalhos chamam atenção pela acuidade técnica e profundidade psicológica, reproduzindo, na equivalência do gênero, a carga dramática característica dos enredos dostoieviskianos. A textura da madeira é aproveitada ao máximo para criar a profundidade de campo e a riqueza de detalhes dos ambientes. O jogo de claro e escuro serve de elemento decisivo para remontar à gravidade das questões existenciais nas quais os personagens estão imersos.


“Ilustrações - Axl Leskochek para Dostoiévski” (Fotos: divulgação)

No centro da galeria, uma didática vitrine ensina o passo a passo da produção de xilogravuras, com exibição de todos os materiais necessários para concepção da arte, desde as ferramentas para o talho até a exibição da matriz.  
 

 

“Gravura Contemporânea - A Poética do Visível”

 

Exemplo clássico da técnica tradicional da xilogravura, a mostra de Leskochek  divide o saguão do MAMM com a coletiva “Gravura Contemporânea - A Poética do Visível”, que, por sua vez , ocupa a galeria Retratos-relâmpago. A exposição apresenta 16 serigrafias que originalmente foram produzidas em técnicas diversas para a Conferência Internacional das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, Eco-92, que aconteceu no Rio de Janeiro no início da década de 90.

 


Tomie Ohtake (Foto: divulgação)

 

As obras inicialmente foram elaboradas em técnicas diversas e depois foram serigrafadas em número reduzido, levando a assinatura dos artistas, e distribuídas para poucas instituições de cultura do país pelo Banco Bozano Simonsen. Na lista, constam nomes importantes da arte contemporânea brasileira, como Tomie Ohtake, Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Flávio Shiró, entre outros.  
 


Beatriz Milhazes (Foto: divulgação)

 

“Murilo Mendes - Acervo”

 

Do contraste entre a xilogravura e a serigrafia, os visitantes poderão ver na galeria Convergência peças do acervo do poeta que dá nome à casa. Trinta e quatro obras, do montante de cerca de 200 peças, compõem a mostra que apresenta um pouco da visão e das relações de Murilo Mendes com as artes visuais. Com pinturas a óleo, guache, gravuras, colagens, optical art, entre outras técnicas, “Murilo Mendes - Acervo” traz um pouco das diversas fases da vida do ilustre escritor juiz-forano que ganhou a Europa.

 


Cabeça do Poeta Murilo Mendes, por Flávio de Carvalho (Foto: divulgação)

Sob certo aspecto, a mostra realiza uma amostragem sobre as várias fases de Murilo Mendes. Um primeiro recorte apresenta o período de vida no Rio de Janeiro, no qual trava contato com artistas como Ismael Nery, Vieira da Silva e Árpád Szenes. Mais à frente, o universo europeu de Murilo se revela nas obras Pablo Picasso, Magnelli, Corpora, Shu Takahashi, além de uma cessão inteira dedicada aos abstratos italianos, com os quais Murilo tinha grande afinidade.
 


À esquerda: oléo sobre tela de Ismael Nery | À direita: Obra de Alberto Magnelli (Fotos: divulgação)

Espelhando o ponto de síntese entre esses diferentes domínios das artes visuais, o núcleo central da galeria abriga diversos retratos do poeta. Neste recorte, ao lado de obras famosas, como os retratos que Portinari, Guingnard e Flávio de Carvalho fizeram de Murilo Mendes, estão representações do poeta elaboradas por seus conterrâneos. O jeito absorto do homem que contemplava as colunas da ordem e da desordem aparece nos traços dos irmãos Nívea e Carlos Bracher e do artista Pedro Guedes.        
 


Retrato de Fraçoise - Picasso (Foto: divulgação)

 

 

 SERVIÇO:  Museu de Arte Murilo Mendes - MAMM

⌚ Horário: 12 às 18 - Sábado, Domingo e feriados

📍 Onde: Rua Benjamin Constant, 790 - Centro | Juiz de Fora

📞 Telefone: (32) 3229-9070

💻 Site: http://www.museudeartemurilomendes.com.br/r/

📱 Facebook: @museumurilo

_INSTINHA.jpg Instagram: mamm.ufjf

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