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Fiquei envolvidão - Zine Cultural

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Fiquei envolvidão

Por: Tainá Voltas

O rap e hip-hop têm estado em destaque no cenário da música e no empoderamento social. As letras, rimas e melodias ganharam força com a percepção pelos ouvintes da realidade vivida por todas as classes, e também, pela ousadia dos artistas de mesclar tudo isso com muita musicalidade. Rael, antes conhecido como Rael da Rima, é um dos grandes exemplos de cantores que trabalham no rap uma vertente de misturar todos os ritmos, criando um trabalho autêntico, extenso e ainda mais rico. 


Foto: Divulgação

O seu mais recente trabalho é o EP Diversoficando, depois de dois álbuns lançados entre 2010 e 2013. Como o próprio nome do projeto diz -"Diverso"-, a interação entre diferentes tipos de música é seu ponto alto e um dos motivos de tanto sucesso. O cantor vem ao Cultural Bar no dia 26/fevereiro e o Zine não perdeu a chance de trocar uma ideia com ele nesse momento tão especial! Vem ver de perto a magia do Rael! 

O show em Juiz de Fora vem, principalmente, para divulgar as músicas do EP Diversoficando. Quais as principais características deste trabalho?
O show será da turnê do EP Diversoficando, mas sempre introduzo coisas dos meus dois primeiros discos, o "MP3 (Música Popular do 3° Mundo)", de 2010, e do "Ainda Bem que Eu Segui as Batidas do Meu Coração", de 2013, além de outras coisas que me influenciam. Este EP sintetiza musicalmente as coisas cotidianas nas faixas "Hoje É Dia de Ver" e "Ser Feliz"; uma homenagem ao hip hop na ''O Hip Hop é Foda parte 2'' e o amor entre duas pessoas na música ''Envolvidão". Em suma, caracteriza a diversidade de temas  e ritmos em um único EP. 


Foto: Divulgação

Trabalhando com rap e música há bastante tempo, quais foram as mudanças vistas neste cenário, no Brasil? 
Muitas mudanças, mas não só na música rap, o mundo mudou. Estamos vivendo não uma época de mudança, e sim uma mudança de época. Isso balançou muita coisa, principalmente com o advento da internet. As plataformas de música e as redes sociais abriram um vasto espaço e diálogo com pessoas de classes, cores e vidas diferentes. Isso propiciou o crescimento do cenário e mudou também o comportamento dentro dos gêneros. Começamos a misturar mais, produzir mais, arriscar mais e quebrar tabus que existiam dentro do próprio cenário, como falar de amor por exemplo.

A parceria com cantores de outros ritmos, expandindo o rap e atingindo diferentes públicos, quer passar qual ideia ao fãs?
Pra mim não é muito novo esse universo porque faço isso desde o início da minha carreira, mesclar gêneros etc. E quando faço parcerias, faço por afinidade musical, por gostar daquilo que estou mesclando. Acho que uma parceria com naturalidade, sem forçar e respeitando o universo de cada um, tende a mostrar que não existe barreira entre gêneros, que podemos ser unidos e que no final das contas o que vale é a mensagem, a música.


Emicida, Rael e Mano Brown. Foto: Facebook Rael 

O que o cantor acha do Rap e Hip-Hop no Brasil? 
Acho um acontecimento maravilhoso que vem se mostrando autêntico, que manifesta a expressão de pessoas que lutam por sua existência. O rap e o hip hop me tornaram uma pessoa melhor. O hip hop é foda!! É minha formação acadêmica.


Foto: Divulgação

Quais os planos para 2016?
Continuar trabalhando. Vou gravar um disco que será produzido pelo monstro Daniel Ganjaman e terá participações de Chico César e Black Alien, além do meu irmão Daniel Yorubá. Então no próximo semestre terei novidades. 

Agora é só se preparar para o super show, que ainda contará com a presença da banda local Soul Rueiro e também da Valvulada. Pra isso, nada melhor do que ouvir um pouco mais de Rael!

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