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Que se Folk It! - O novo álbum do cantor Tiago Sarmento! Confira detalhes do projeto! - Zine Cultural

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Que se Folk It! - O novo álbum do cantor Tiago Sarmento! Confira detalhes do projeto!

Por: Rívia Petermann

O cantor juizforano Tiago Sarmento acabou de lançar seu mais novo álbum, o "Folk It!". Saindo do forno, o projeto dá jus ao nome, com canções no ritmo folk, com muito violão e gaita. Gravado no estúdio Gigante de Pedra no Rio de Janeiro, o álbum é composto por 15 faixas autorais, além de uma bonus track.  Para quem quiser conferir ao vivo, o pré-lançamento acústico rola no dia 09 de março,  às 19h, no Planet Music. Já o lançamento plugado, com tudo que tem direito, é no dia 08 de abril, no Maquinaria, às 22h.  



 

A primeira coisa que salta aos olhos, ao ter o álbum "Folk It!" emmãos, é o estilo de Tiago Sarmento, o andar que parece descontraído, violão nas costas e uma taça e garrafa de vinho nas mãos. Diferente de seus últimos trabalhos, as canções são mais leves, mas não necessariamente mais simples - as letras falam de amor, sim, mas também falam dos acontecimentos da vida diante o mundo, de tabus, preconceitos, Deus, inferno e os pquenos prazeres da vida em meio ao caos diário. Em terceiro álbum, o cantor revela amadurecimento e passa a sensação de que sabe o que está fazendo. E não é que o vinho foi tipo uma musa inspiradora? Isso e muito mais o cantor nos contou nesta entrevista pra lá de interessante! Sem mais delongas, vamos deixar o assunto para quem entende do assunto: Tiago Sarmento!
 


Capa do Álbum "Folk It!"
 

ZINE - Como você sintetiza o álbum "Folk It!" em uma frase?

TIAGO SARMENTO - Que se Folk It!

 

ZINE - Qual a mensagem que você deseja despertar nas pessoas com o álbum?

TIAGO SARMENTO - A mensagem é que a gente sabe que a vida é complicada, que se o dia de trabalho é ruim hoje, amanhã vai ser ruim de novo, ou não, mas é provável que sim - amanhã você vai ter que continuar correndo atrás. Só que durante alguns pequenos momentos, sei lá, no finalzinho do dia, você pode tirar uma horinha para conversar com um amigo, ligar para um amigo, um irmão ou maor distante, jogar um video game, fazer qualquer coisa. E durante aquele momentinho ali você é absurdamente feliz, sem pressão nem nada. Acho que a grande mensagem é essa, uma sensação de leveza. Que a vida é pesada, mas podemos ter pequenos momentos, sem precisar fingir, a gente pode viver de verdade.

 

Clipe da faixa "Obrigado", do álbum "Folk It!" :

 

ZINE -  Na faixa bônus, Balada de Um Xisforano", uma das críticas é a dificuldade de ser um artista local independente e reconhecido. Essa resistência aos músicos autorais, na sua opinião, se deve a que exatamente? E quais as dificuldades que você mais encontra?

TIAGO SARMENTO -  Um dos grandes desafios que ser um musico independente em Juiz de Fora gera é a falta de infraestrutura que a gente tem. Poucas casas oferecem equipamento de som, então a gente tem que levar. Querem pagar pouco, colocar o couvert baixo, dividi-lo com você. O público muitas vezes vai para conversar com os amigos e não quer saber do seu som. Se você toca musica autoral, é bem provavel que você seja ignorado. Se você não for estilo Djavan e MPB so há tem espaço restrito, no final das contas.

 

ZINE - Você parece ter uma relação de amor e parceria com o vinho, perceptível nas faixas "La La La", "Uma adega para o fim do dia", na capa e no encarte do álbum. Então, qual a sua história com o vinho e a influência dele no "Folk It!"?

TIAGO SARMENTO - De fato, o vinho foi um grande personagem deste disco. Todo mundo está perguntado tanto sobre ele que estou começando a desconfiar que eu realmente preciso ir para os alcoolicos anonimos daqui a pouco (risos). Eu encontrei no vinho um grande parceiro. Já não consigo nem preciso beber como um adolescente, e o vinho me proporcionou um tipo de relaxamento. Não o vinho que a gente toma com um amigo, mas apreciar o vinho sozinho, em casa, de preferência, me trouxe muita tranquilidade, muitos motivos para relaxar. Isso é muito transparecido nas músicas. Essa foi agrande influência do vinho: permitir que essas músicas saiam leves, de coração e viscerais ao mesmo tempo, sinceras, humildes e relaxadas. Acho que se não fosse o vinho não tinha saido deste jeito.

 


Tiago Sarmento (Foto: Natália Pacheco Fotografia)

 

ZINE - Você é doutorando em Psicanálise. Esta formação tem influência sobre as suas composições, sobre o álbum?

TIAGO SARMENTO - A psicanálise influencia não apenas o disco, mas a vida, né. Fazer análises te permite uma destruição e uma reconstrução de você mesmo, enxergar um pouco além daquilo que você acha que você é para enxergar o que você realmente é. É um processo longo, demorado, eu ainda não enxergo 100% quem eu sou, efetivamente, e não vou enxergar, espero não enxergar! Mas você consegue pelo menos entender o dia que você foi grosso sem querer com uma pessoa, mesmo se não for do seu feitio, mas você foi porque você é simplesmente humano. Também tem algumas coisas internas, que não são tão agradáveis para a gente reconhecer, as pessoas então não reconhecem. Eu acho que o processo da análise como um todo te permite conhecer essas coisas que não são agradáveis e lidar com elas - eu sou assim, então deixa eu lidar com isso da melhor forma possível para nao dar galho no final das contas. 

 

ZINE - O que você tem preparado para o Pré-Lançamento e o Lançamento do "Folk It!"? Algo mais além da apresentação das faixas?

TIAGO SARMENTO -  Vou tentar levar esta pegada de vida, de estilo, que eu tenho tentado colocar nas músicas. No pré-lançamento, provavelmente vai ter articipação de alguns músicos de JF, como o Wendell Guiducci, do Martiataka eMonique Leitão, minha parceira do Ferro Velho,. Vou levar algumas músicas também de alguns discos anteriores e algumas musicas de parceria. O lançamento acústico vem de uma coisa que eu tenho feito, que é tocar violão e voz - foi assim que o disco nasceu e eu acho que é fazer justica assim, com as músicas nuas e cruas, do jeito que elas surgiram. Para o Lançamento, vou levar pela primeira vez o disco tocado de cabo a rabo.

 

 

ZINE - Este álbum tem uma vibe bem diferente do "Quando as Cores Acabarem", principalmente na musicalidade. De lá para cá, quais as maiores diferenças que você sente hoje como músico e na sua carreira, que tenham influenciado uma mudança e amadurecimento?

TIAGO SARMENTO - Uma das grandes mudanças que eu senti na carreira é essa dificuldade de tocar em Juiz de Fora, de juntar músicos, pois há muitos músicos bons, mas cada um tem cinquenta, trocentas bandas, e muitas casas não comportam um baterista, um guitarrista, então você tem que reduzir cada vez mais. E o pagamento é pouco - a gente não tá nessa por dinheiro, mas a gente precisa comer e pagar as contas.  As pessoas não tem noção de quanto tempo/dinheiro foi investido  até o momento de chegar no barzinho pra tocar duas horas e receber 300 reais para fazer isso. Então acaba que a gente tem que fazer o melhor possível com o que a gente tem na mão, por isso ficou violão e voz, músicas mais simplificadas. "Quando as Cores Acabarem" tem uma temática mais densa, acho que isso também reflete um pouco do momento que eu estava vivendo, foram anos conturbados, mas agora as coisas estão começando a caminhar um pouco mais tranquilas, isso também se reflete no "Folk It!".

 


Tiago Sarmento (Foto: Natália Pacheco Fotografia)
 

ZINE -  O "Folk It!" tem uma atmosfera crescente, tanto no ritmo quanto nas letras, ficando mais crítico e mais pesado ao longo das faixas. Foi proposital primeiro falar de amor, amizade e depois de tabus, inferno, e finalizar com uma mensagem mais positiva?

TIAGO SARMENTO - Algumas coisas foram pensadas e outras não.  As músicas vão ficando um pouco mais criticas e isso não foi muito pensado. Mas, a medida que a musica vai ficando um pouco mais pesada ela começa a pedir uma temática diferente. A gente tentou algumas ordens diferentes e essa ordem foi a que soou melhor, tanto para mim quanto para o Nando, produtor.  Calhou que teve essa coincidência do inferno e depois Deus. É até a própria questão da jornada do herói - primeiro tem que ir pro inferno, depois para o paraíso para voltar melhor e mais forte.  A música "Se Deus Quiser" era justamente isso, um epílogo. Naõ foi pensado assim, mas eu queria agrupar as músicas um pouco mais pesadas, e terminar com um respiro positivo, pela primeira vez é um disco que termina assim.

 

ZINE - Onde o público pode adquirir seu álbum? Onde ouvir online?

TIAGO SARMENTO - Através do meu facebook, pode entrar em contato comigo inbox, ou enviar e-mail pata tsarmentoimprensa@gmail.com. Também na Locadora Excalibur e no Estúdio Maquinaria, ambos na Rua São Mateus, e nos bares Timboo e Experimental Container Bar. Fora isso, no lançamento estarei com cds em mãos. Na internet, no meu canal do youtube, tem alguns videos, alguns clipes inclusive do disco. 

Bateu curiosidade? Confira uma das faixas do álbum, "La La La", é só dar play!

 

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