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Uma legião de fiéis - Zine Cultural

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Uma legião de fiéis

Por: Talita Scoralick e Vinícius Barreto

O talentoso comediante Eduardo Sterblitch, dono de personagens que cairam na graça do povo como Freddie Mercury prateado, o réporter César Polvilho, e muitos outros, desembarca em JF para um show com o seu mais novo sucesso, o Poderoso Castiga
 

O personagem dá voz a um notório pastor de condutas heterodoxas, que vem conquistando cada vez mais fiéis.
Mas a fama vem de longa data. Em entrevista ao Programa do Jô, uma das mais visualizadas do programa, o ator dá palinha do seu talento e mostra que não tá aí pra brincadeira! Recomendamos não assistir no trabalho por motivos de: risos altos garantidos

O Zine Cultural bateu um papo com o ator para saber mais sobre o universo do humor e como tem sido a recepção do seu novo personagem.

Como surgiu, de fato, a ideia do personagem Poderoso Castiga?
 
É um prato cheio para qualquer artista que trabalha com humor mirar em temas que se levam a sério demais.  É muito bacana que as pessoas possam usufruir de uma experiência espiritual, mas o fundamentalismo religioso é uma prática alarmante. O Poderoso Castiga nasceu para por um pouco de lenha nesta fogueira. É o exagero do exagero.
Você acaba fazendo uma grande crítica à religião. Como é a recepção das pessoas por tratar um assunto tão delicado? Já passou por algum momento complicado por conta disso?
 
 É importante ressaltar que eu não critico a fé das pessoas, mas sim todos aqueles que se valem desta fé em prol de um benefício  próprio. A recepção tem sido bastante positiva. Apesar deste assunto ser espinhoso, o personagem encontrou um tom que cativa o público.

Existe um "limiar" entre o “humor ácido” e o humor "aceitável"?
 
O humor ácido é um gênero bastante incompreendido. A dose de enfrentamento que ele gera causa alguns constrangimentos. É uma chacoalhada fundamental para fazer com que as pessoas voltem para suas casas refletindo sobre determinados temas. Acontece que muita gente busca na comédia uma válvula de escape para lidar com as pressões e problemas do dia-a-dia. Dar aquela desopilada. Então acabam por preferir algo mais light. Se isso é aceitável ou não, vai do que cada um espera assistir.

Quem são aqueles que inspiram a sua formação como humorista?
 
Uma porrada de artistas, mortos e vivos. Alguns mortos-vivos. Assim como os amigos e a minha família. Encontro muita inspiração na troca de calor humano.
 
Para fazer humor precisa de receita, algum ingrediente indispensável, ou é no improviso que as melhores coisas acontecem?

Tanto o roteiro ensaiado quanto o improviso tem o seu valor. Não existe receita. O que existe é trabalho duro e perseverança. E fazer aquilo que se tem prazer.
 

 
Você já está trabalhando em algum novo personagem? Como é esse processo de criação?
 
Este processo vem basicamente da observação do cotidiano. De pessoas comuns com histórias incríveis. Os tipos, os personagens, vão se moldando conforme preencho minhas referências com este convívio tão rico de situações.
 
Tem algum plano como ator que você gostaria muito de tirar do papel?
As apostas são muitas. A imaginação não para por um segundo sequer. Mas eu preciso entender como o ano vai se desenrolar para dar vida às ideias certas.
 
Podemos esperar um espetáculo bom pra CA$#%HO! Enquanto isso, assista à TV Zine da última vinda do ator à cidade e vá entrando no clima de uma noite que promete altas risadas.

 

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