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O Imorrível - Zine Cultural

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O Imorrível

Por: Vinícius Barreto

Com um groove impecável e forte interação com o público, o Baile do Silva lota as casas por onde passa. O repertório recheado de clássicos da black e soul music, somado às interpretações animadas dos grupos de danças não deixam ninguém parado. Dessa vez, o Baile conta com a presença ilustre da figura ímpar que preenche qualquer ambiente com sua simpatia e boa lábia, Di Melo

Frases de efeito, bom humor e queijo minas foram os ingredientes perfeitos para o bate papo com a lenda viva, Di Melo "O Imorrível" e Marcelo Castro do Silva Soul

De onde surgiu o apelido “O Imorrível”?

Durante minha vida inteira eu andei de moto e eu sofri um acidente e fiquei paralisado por seis meses. E começou um buchicho de que eu havia morrido. Como eu morri e esqueceram me avisar, fiquei com o apelido de Imorrível.

O documentário Di Melo, O Imorrível ganhou o Kikito de melhor montagem de 2012, no renomado festival de Gramado. Confira na íntegra:

 

Quais suas referências musicais?

Na verdade, eu ouço tudo. Escutei muito Gonzagão, Jackson do Pandeiro, Jimi Hendrix, Paul Anka, Ravi Shankar, Paco de Lucia. A linguagem musical não tem fronteira. É como a linguagem do amor, ou você gosta ou você não gosta.  Pessoas sensíveis simplesmente emocionam e fascinam.  O gostar não se explica, simplesmente se aplica.

 

Como você vê o cenário da Soul music e da Black music no Brasil hoje em dia?

É como o samba, é uma coisa arraigada que não sai de onda nunca. A boa música tem um lugar bem colocado em qualquer circunstância.

 

Qual o artista que mais representa esse gênero atualmente?

Silva Soul, Black Rio, Black Sonora e Bexiga 70.

 

Quais seus planos para as mais de 400 músicas não oficialmente gravadas?

Quatro ou cinco músicas inéditas a gente apresenta nessa sexta, no Cultural. Tenho 12 músicas inéditas com Geraldo Vandré, tenho um funk com Jair Rodrigues, um samba com Wando. Tenho gravações com Emicida, Rashid, Badem Powell. Tenho muita coisa, várias tendências, várias nuances. Pretendo gravar tudo e fazer um trabalho por Pernambuco e por São Paulo.

 

Num cenário onde os artistas vivem uma superexposição na mídia, você sempre se manteve mais reservado. Como foi isso?

Eu tinha meu disco tocando em todas as rádios na época. Tinha música com Vando e Jair, que vendiam que nem banana em feira. Quando eu fui receber um trimestre, só tinha 11 cruzeiros. Daí, saí pras praias. Fui pra Recife pra ficar oito dias e fiquei 10 meses, comecei a não levar nada a sério. Se eu tivesse a cabeça que eu tenho hoje eu iria brigar e dar uma bicicleta por cima de tudo isso e ia prosseguir meu sonho. Eu preferi sair de cena, pra mim foi mais prático no momento. Mas quando tem o que é pra ser, acontece. Você vê que, 30 anos depois, as músicas tão tocando aí, como se tivesse sido feitas na semana passada.

 

 

A música sempre esteve presente nesse período afastado dos holofotes?

Música, entalhe, teatro. Mas é muito delicado viver de música no Brasil. A concorrência é muito grande, existem coisas muito boas e coisas horríficas. Foi descoberto recentemente que a real burrice não tem transplante.

 

O que o público de Juiz de Fora pode esperar para o show?

Esse show vai ser um show tesônico, sensualissimo, tarativérrimo, depirêmico, altamente dançante e totalmente pra cima. Perfumem-se, produzam-se e caiam pra lá. Pra lá do céu é um limite.

O Baile do Silva com Di Melo acontece sexta-feira, 23, no Cultural Bar & Roll. 

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