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02 Jun 2014

Recriando a magia

Publicado em Cultura as 17h43





Leitor ávido de romances como Harry Potter e Senhor dos Anéis, Hélio Rocha sempre questionava o que lia, o que foi o ponto de partida para começar a escrever suas próprias histórias. Aos 14 anos o juiz-forano rabiscou as primeiras linhas de Málkian, primeiro livro de sua carreira, que será publicado esta semana, dez anos depois.
"Eu sentia falta de um romance que tivesse algo de nosso, da nossa cultura latina, além dos livros todos pautados em mitologia britânica ou nórdica, como esses tradicionais que a gente vê irem para o cinema. E aí eu criei essa história, em que a personagem narradora conta como o mundo perdeu sua magia. É uma alegoria à forma como nós, humanos, permitimos ao longo da história que a magia do nosso próprio mundo se perdesse, ao optarmos historicamente pelo cientificismo, em contraposição a uma concepção mais mística do universo. Minha narrativa se passa num cenário semelhante ao nosso renascimento, que é o ponto de dissenção entre essa mística medieval e o cientificismo moderno, que deu fim à nossa 'magia'", revela o autor.
A partir daí, Hélio realizou pesquisas que o levaram até a Universidade de Coimbra, em Portugal, para criar uma fantasia infanto juvenil que conta a história de uma pessoa que porta a última magia do mundo e, aos mais de 500 anos de idade, decide escrever sobre os anos de sua juventude, em que haviam povos como os anjos brancos e os anjos negros e quatro guerreiros que tinham a missão de proteger o legado de uma menina deusa que, muito tempo atrás, viera ao mundo para livrá-lo da escuridão.
Terminado o período de escrita, Hélio ainda passou alguns anos lapidando a obra e buscando publicação de editoras. "Às vezes o mercado é cruel e fecha portas para autores novos. Então decidi publicar de forma independente, para ter bastante autonomia no meu trabalho. Estou me sentindo realizado, mas sei que vem muito mais trabalho por aí" conclui.
 
O lançamento acontece no dia 7 de junho, das 16h às 19h, na Planet Music.

Publicado por: Talita Scoralick


 
 



29 Abr 2014

Quem dança seus males espanta

Publicado em Cultura as 06h00





"Que seja perdido o único dia em que não se dançou." A célebre frase faz ainda mais sentido para eles, que tem a atividade presente em seus cotidianos. Independente do ritmo, a prática vai muito além do exercício físico, auxiliando no alívio do estresse, socialização e desenvolvimento; ultrapassando as barreiras dos movimentos e conectando-se diretamente aos sentimentos. Por isso, batemos um papo com bailarinos de Juiz de Fora que tem na arte o norte de suas vidas.
Para o bailarino e coreógrafo Joseph Santos, a dança é a primeira manifestação do emocional humano. "Antes da fala ou da escrita, a necessidade de extravasar um sentimento fez o homem dançar... Quando você dança, seu corpo parece flutuar num mar de emoções onde o que mais importa não é o ritmo, nem os passos que fazem a dança, e sim a paixão que vai na alma de quem está dançando."
Segundo Cintia Prado, professora de dança do ventre, a dança faz parte de sua vida há pelo menos 25 anos. "Nela, encontrei tudo! Minha forma de expressão, minha válvula de escape, meu refúgio e claro, o lugar onde acontecem muitos encontros maravilhosos! Falar da dança pra mim é algo fácil mas ao mesmo tempo complexo, tendo em vista como ela é ampla e significativa na minha vida! E creio que na vida de muitas alunas e pessoas que passam por pela minha sala de aula ela também provocou muitas descobertas e transformações!"
"Esta data celebrada no Brasil há pouco tempo, apesar de ter sido instituída no ano de 1982, reforça a importância de mais ações voltadas para o nosso público", lembra ainda a professora de balé e sapateado, Tayane Mockdece. "Os bailarinos, independente da modalidade, lutam por mais reconhecimento da atuação. Uma data como essa visa dar uma maior importância da prática da dança como uma atividade física ou para aqueles que amam dançar pelo simples prazer, atraindo mais adeptos e amantes dessa bela arte, presente na história do homem desde a antiguidade."
A bailarina Julia Francisquini também ressalta a necessidade de reconhecimento. "Falta mais incentivo para essa arte! Acho que a dança e os dançarinos/bailarinos ainda não tem seu adequado valor! Durante 20 anos me dediquei e sempre encontrei um tempo para o ballet, cresci dançando e cultivando um imenso amor pela dança. O ballet acalma minha alma e meu espírito, é um local onde me encontro e me sinto realizada. A dança na minha vida tem inúmeros significados e me trouxe uma alegria para viver, uma disposição para correr atrás dos meus sonhos, me trouxe disciplina para os estudos e para a vida, me trouxe responsabilidade de cumprir horários e atividades. Me sinto realizada quando entro em um palco!"
Segundo Glauce Ventura a dança é uma forma de expressão que une a leveza dos passos, da técnica e da emoção. "A dança para mim sempre foi um prazer e uma forma de  transmitir o amor por essa arte tão bela."
Para finalizar, Joseph Santos, declara: "essa é a forma mais bela de expressar tudo o que você está sentindo sem dizer uma só palavra. A dança é a linguagem do corpo escondida da alma. Dançar só faz bem. Fica a dica: quem dança é mais feliz!"

Publicado por: Talita Scoralick


 
 



15 Abr 2014

De JF para Cannes

Publicado em Cultura as 13h00





Um dos mais prestigiados e famosos festivais de cinema do mundo, ponto de encontro de grandes artistas e cineastas e lugar para onde todos os holofotes estarão voltados a partir do dia 14 de maio. É nesse cenário que o filme 2 Segundos será exibido, no Festival de Cannes.
A produção foi selecionada para o Short Film Corner e representará Juiz de Fora na categoria. Segundo Mia Mozart, diretora do curta, as gravações foram feitas usando os poucos recursos disponíveis: “Fizemos o curta com uma verba muito pequena, acho que menos de R$20,00 e os próprios atores nunca tinham participado da gravação de um filme. Nos inscrevemos sem muitas pretensões, uma vez que a mostra conta com a participação de cineastas do mundo todo. Ficamos super felizes de sermos aprovados e agora estamos buscando verba para participar da premiação.”
A trama revela uma eternidade em dois segundos, retratando as várias fases de um relacionamento, congeladas em pequenas frações de tempo. A produção e filmagens foram feitas no CCBM. "Nós tivemos experimentações por um ano. Testando e tentando achar um roteiro, uma história que fosse o começo do nosso novo caminho. Se eu não me engano, tivemos cinco reuniões para acharmos um norte para o filme. Cinco dias gravando. E cinco dias de pós-produção", conta Mia, que trabalhou com a ajuda de Fernanda Rebelatto, Carolina Tagliati, Shayra Monteiro, Karina Klippel, Victor Sobral e Zezinho Mancini na produção.
Segundo a diretora, a parte mais difícil do caminho começa agora. "Não queremos deixar o filme se perder. Queremos alimentar esse trabalho da melhor forma possível."
Para viajar para o sul da França e participar dos workshops, palestras, mesas redondas, além da exibição dos filmes selecionados, a turma está arrecadando verba entre amigos e entusiastas da sétima arte. Quem quiser contribuir, é só participar da vaquinha online.

Publicado por: Talita Scoralick


 
 



09 Abr 2014

A arte de divertir

Publicado em Cultura as 13h00





"O palhaço é um artista múltiplo, cheio de ferramentas. Distraidamente atento. Pronto para usar o que há de mais ridículo em si só pra te emocionar e surpreender!” define Poliana Tuchia, integrante do Trampulim. O grupo é uma das atrações do Festival de Circo de Juiz de Fora, que em sua primeira edição homenageia a arte dos palhaços.

Para Nara Pinheiro, produtora do Quinteto São do Mato, o palhaço é o personagem que, além da diversão e do lúdico, fala de política e de questões sociais. “Ele consegue atingir, de forma leve, o inconsciente das pessoas para questões tão importantes. É uma figura essencial na desconstrução da formalidade de assuntos polêmicos.”
“Felizmente o interesse por esta arte cresce a cada dia e o movimento de Grupos e artistas se organizam em prol de reconhecimento, valorização e espaço na cultura. Não é fácil ser palhaço no Brasil", comenta Poliana Tuchia. Para ela, disciplina e precisão fazem parte do dia a dia do artista circense.  "Essa essência do circo, de ser um artista múltiplo e ter conhecimento para transitar em diversas funções, é fundamental para sobrevivermos. Vemos que essa é a realidade da maioria dos Grupos de circo e teatro no Brasil. Você se produz, escreve seus projetos, capta, cria, apresenta."
Tiago Munhoz, integrante do Grupo Rosa dos Ventos, destaca ainda que o Circo foi, por muito tempo, responsável por levar algum tipo de manifestação artística a milhares de pessoas. “Hoje o Circo ocupa um papel diferente e não menos importante dentro das artes. Está presente em muito mais lugares do que apenas na lona, como antigamente. O resgate dessa essência é importante para a conservação da história, para conhecermos e valorizarmos essa manifestação cultural que faz parte da história do mundo.”
O evento acontece a partir dessa quinta-feira (10), com artistas de Minas Gerais e São Paulo se revezando em quatro dias de atividades oferecidas gratuitamente para o público, na Praça Cívica da UFJF. Além das apresentações, o festival inclui oficinas de acrobacia, malabares, clown e mágica. Confira a programação aqui.

Publicado por: Talita Scoralick


 
 



02 Abr 2014

Ficção e realidade

Publicado em Cultura as 15h00





Frederico Lacerda nunca imaginou que sua história inventada pudesse se tornar realidade. Mas ele próprio se tornou personagem real do roteiro que havia criado.
Editor, fotógrafo e cinegrafista, Frederico, que estudou cinema em Juiz de Fora, resolveu criar um roteiro que falava sobre um garoto de uma pequena cidade, que pela primeira vez teve contato com uma equipe de longa metragem, se apaixonou e fugiu com ela para a cidade grande. O enrredo foi selecionado pelo projeto Revelando os Brasis, do canal Futura, que visa incluir moradores de cidades de até 20 mil habitantes para vivenciarem a magia do cinema, seja como ator ou na equipe de produção.
"Fizemos um curta com não atores de Recreio - MG, minha cidade natal. Houve uma seleção de roteiros em todo o Brasil e 40 deles foram selecionados. Só que ocorreu um fato muito curioso nessa história! Quando meu roteiro foi selecionado, fui para o Rio durante 15 dias para fazer uma oficina de cinema. Eu estava estruturando meu roteiro quando o celular tocou durante as aulas na oficina e era minha mãe, eufórica! Ela me disse que tinham umas pessoas na praça, fazendo fotos de crianças e que ia ser filmado um longa metragem na cidade, do mesmo roteirista de Chico chavier e diretor de central do Brasil ( Marcos Bernstein). Eu entrei em contato com a equipe e trabalhei com eles durante o longa!", conta animado.
"Não sei se essa história virou realidade comigo ... mas tenho certeza que muitos garotos e garotas da cidade puderam sentir o mesmo que meu personagem sentiu."
O curta "O mundo é pequeno" será exibido no dia 07 de abril, às 21h30, no Canal Futura.
Sobre a importância de participar do projeto, Frederico destaca a inclusão. "Trabalhar com pessoas que jamais tiveram contato com o cinema e teatro e proporcionar uma pequena experiência de como é o cinema, é levar uma cultura diferente, até então desconhecida, para aqueles que nunca foram a um cinema ou estiveram diante de um set de gravação. As pessoas precisam ter maior interesse sobre a produção nacional para que ele possa evoluir."

Publicado por: Talita Scoralick


 
 



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