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Nenhum por todos - Zine Cultural

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Nenhum por todos

Por: Vinícius Barreto

São 28 anos de estrada e mais de 1880 shows contabilizados. O Nenhum de Nós é, sem dúvida, uma referência musical no Brasil. E não para de produzir. A banda acaba de lançar seu novo álbum de inéditas “Sempre É Hoje”. O disco conta com 10 faixas e é o 16º da carreira do Nenhum de Nós. O Zine Cultural foi bater um papo com as lendas da banda sobre o novo trabalho, o cenário musical atual no Brasil e muito mais. 


Foto: Divulgação

Como vocês enxergam o cenário atual da música no Brasil?
Nossa nova música, Milagre, faz referência ao momento que nossa música atravessa. Ela fala em perder tempo ouvindo “música sem emoção, música sem sentimento”. Hoje existe um grande número de pessoas que fazem música como se produzissem um produto para colocar na prateleira de um supermercado. Isso sempre aconteceu, mas hoje a escala é assustadora. São músicas que não buscam inovar, reproduzem arranjos, sonoridades, letras e temas como uma linha de montagem. Até mesmo as roupas e cabelos acabam uniformizando todos. Acredito que as pessoas não devem se contentar com tão pouco. Com tanta superficialidade. O nosso Milagre é o milagre possível, da volta da capacidade de se emocionar das pessoas.    

Com tantos reality shows sobre música, vocês acham que a quantidade está se tornando mais importante do que a qualidade para as emissoras e gravadoras do país?
Os reality shows são uma tentativa de criar atalhos para o sucesso, mas o fato é que eles não existem - por maior que seja a estrutura do programa. Basta ver quantos artistas que venceram os realitys acabaram atingindo o sucesso. Quase nenhum. Creio que o formato não funciona pelo fato de ter como objetivo, na realidade, apenas a audiência e não a revelação de novos artistas. Hoje o sucesso está longe das gravadoras. Elas viraram coadjuvantes no mercado.

Qual a principal diferença desse novo trabalho "Sempre é Hoje", para o último álbum “Contos Acústicos de Água e Fogo”?
Trata-se de um disco de canções inéditas, com uma sonoridade bem diferente da que usamos nos últimos trabalhos. É um disco que mira o futuro e projeta mais inovação e criação inédita, mesmo que a banda esteja se aproximando das comemorações de 30 anos de carreira.

Qual a recepção do público para esse novo trabalho?
Tem sido ótima. Milagre teve uma recepção calorosa e positiva, tanto dos fãs como da mídia. As mudanças e o espírito de renovação desse trabalho foram bem compreendidos. Isso nos motiva a continuar trilhando esse caminho. O Nenhum de Nós nunca teve medo de arriscar. Nunca se acomodou em fórmulas e, no fundo, é justo o que o o público espera de nós.
Você se lembra dessa? Já tocou em rodinhas de violão? Calma, você não está ficando velho. Só tem bom gosto musical! =)

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