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Camisetas Mudam o Mundo: Projeto Social Chico Rei - Zine Cultural

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Chico Rei inaugura célula de produção em penitenciária de JF

Por: Débora Vilela

De acordo com dados do Departamento Penitenciário Nacional, em seu levantamento mais recente (de junho de 2017), o quantitativo de pessoas privadas de liberdade no Brasil corresponde a mais de 726 mil. Nesse período, havia uma carência superior a 300 mil vagas em todo o sistema penitenciário brasileiro, e Minas Gerais ocupava a segunda posição entre os estados com mais presos no país, atrás apenas de São Paulo. Em decorrência disso, a Chico Rei apresenta no primeiro semestre de 2020 outra etapa do projeto "Camisetas Mudam o Mundo", que desde 2019 tem parte da renda de todas as camisetas revertida em ações que geram impacto social. 
 

Desta vez, a marca inaugura uma célula de produção na Penitenciária masculina Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora. 


👉 Veja mais sobre o lançamento da célula de produção na Penitenciária


Por meio deste trabalho, os presos têm a possibilidade de ressocialização, retomada da autoestima e um monte de sentimentos bacanas que ficam comprometidos devido a situação de cárcere. Cada três dias trabalhados na penitenciária correspondem a um dia de remição da pena. Além disso, o valor que os presos ganham pelo trabalho é dividido em três percentuais: 25% são destinados à conta pecúlio (uma espécie de conta-poupança judicial acessada quando ganharem a liberdade), 50% são destinados à assistência familiar ou pessoal (diminuindo os impactos causados pela ausência de um provedor da família) e 25% ficam com o Estado. Os presos que terão a oportunidade laboral são selecionados pela Comissão Técnica de Classificação da Unidade.
 


(Foto: Divulgação)

Os envolvidos no projeto arregaçaram as mangas para levar o aparato produtivo para dentro da unidade prisional e o primeiro passo foi a reforma do galpão que hoje ocupam. Tem paredes pintadas, iluminação adequada, um grafite que remete à natureza e equipamentos novos. Tudo isso resulta no ingrediente fundamental para a equipe Chico Rei: a dignidade de quem agora faz parte do time. Na sequência, promoveram oficinas de costura e capacitação para que o grupo da Ariosvaldo começasse a apontoar uma história bem mais bonita. Uma parte da produção das camisetas da Chico Rei passa a ser feita na penitenciária e outras novidades ainda irão acontecer nesta caminhada.  



(Foto: Divulgação)
 

“Mais do que nunca somos sinônimo de liberdade. Liberdade de expressão com as nossas estampas e liberdade para aqueles que produzem as nossas camisetas: o tempo produzindo os nossos produtos é também tempo de remição da pena e de pensar em um futuro diferente do que já está escrito para a maioria esmagadora dos acautelados. Acreditamos que camisetas mudam o mundo por meio do impacto que podemos causar na comunidade, nas pessoas envolvidas no processo de criação/produção e naqueles que usam uma estampa para dizer o que pensam.” Bruno Imbrizi, cofundador e diretor da Chico Rei.

 


 

“A instalação de uma unidade fabril dentro de uma Unidade Prisional é vista não apenas como uma oportunidade de sair do ócio, mas também de aprender uma nova profissão e trazer ao acautelado a reconquista do orgulho próprio. Muitos deles veem nesse trabalho a oportunidade de mostrar à família que são capazes. A ansiedade deles para a conquista da vaga de trabalho é imensa: tanto pela possibilidade de passar o dia fora da cela, quanto pelo aprendizado, pela remição de pena e pelo salário recebido (com o qual poderão ajudar seus familiares). É um conjunto de fatores que faz com que absolutamente todos os internos queiram trabalhar. Para além disso, o trabalho traz uma certa calma para o ambiente carcerário. Mesmo que não tenhamos vagas de trabalho para todos, nossos custodiados sabem que são selecionados para o trabalho apenas aqueles com bom comportamento. Nesse sentido, ainda que não exista a vaga de imediato, boa parte deles mantém o comportamento com a expectativa de que em algum momento vão receber a oportunidade.” Bruno Aguiar, diretor geral da penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.
 



(Foto: Divulgação)

Um cenário de fragilidades 


Em 2019, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais realizou um mutirão carcerário no estado e constatou um “cenário de fragilidades”. De acordo com o documento, o quadro do sistema prisional em Minas mantém-se “em estado crítico” e a “superlotação carcerária ficou evidenciada em mais de 90% das unidades prisionais de Minas Gerais.” Em Minas, a população carcerária é de 75 mil presos em 37 mil vagas de unidades com infraestrutura precária. O levantamento apresentado pelo TJMG (Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais) aponta, ainda, que quase um terço dos presos do estado estão atrás das grades à espera de um julgamento definitivo.
 


(Foto: Divulgação)
 

👉 Confira também a revitalização realizada pela Chico Rei na Escola Municipal Santos Dumont 👈


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🎥 SERVIÇO: Camisetas Mudam o Mundo - Chico Rei

💻Site: chicorei.com

👜 Facebook: Chico Rei

📸 Instagram: @chicorei

📞 Telefone: (32) 3015-9521



 

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