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Atrizes de Juiz de Fora - Zine Cultural

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Desafio D'A-Z Minas: 5 Atrizes de JF que representam a cidade por todo o país!

Por: Tainá Voltas

Para marcar o Dia da Mulher para além das "comemorações" e homenagens tradicionais, o Zine Cultural desenvolveu a campanha "Desafio D'A-Z Minas": durante a semana incentivamos que vocês (nossos usuários) conhecessem, valorizassem e incentivassem mulheres incríveis de A a Z 👌💪 O segundo desafio está no ar e é 👇

 

5 ATRIZES DE JUIZ DE FORA PARA VOCÊ ACOMPANHAR!

 

 

Por muito tempo, a imagem da mulher nas artes cênicas foi invibilizada. Não por não existirem contribuições expressivas nos campos que envolvem essa área de conhecimento, mas sim por - assim como em muitas outras - a história ter priorizado e legitimado, predominantemente, as colaboração dos homens. Desta forma, a série Desafio D'A-Z Minas viu como importante destacar a temática e falar sobre a representatividade de 5 atrizes que contribuem constantemente para a evolução do campo das artes cênicas em Juiz de Fora e no país. Veja o bate-papo abaixo.  
 

1) Ana Teresa Welerson



Ana Teresa Welerson (Foto: Arquivo pessoal) 


Assim como as demais colegas de profissão que você vai conhecer ao longo desse texto, Ana Teresa tem uma conexão com o mundo das artes e da arte cênica desde muito nova. Aos 6 anos já fazia parte do Conservatório Estadual de Música e esteve sempre presente nas apresentações de peças escolares de fim de ano. Em sua oitava série, montou um grupo de teatro da escola (Colégio Santos Anjos), onde apresentou 4 peças amadoras. Depois disso, já como estudante do Academia e com sues 15 anos fez o teste para o reconhecido TIA (Teatro Infantil da Academia). Ela conta que na estreia dela neste grupo seu pai faleceu: "me lembro como se fosse hoje de cada mão que me foi estendida para que eu entrasse no palco e fizesse meu trabalho. Ali, de fato, o teatro cravou meu coração e percebi que nunca mais viveria sem ele". 

Desde então, foram mais de 20 peças encenadas do infantil aos musicais. Em paralelo, participou de um grupo de comédia que se apresentava no Muzik e aos 24 anos foi para o Rio fazer TV. Por lá, conciliou a faculdade de Direito, o trabalho como vendedora e a atuação, até o dia em que conquistou o cadastro na Globo e precisou abdicar das demais funções. Tem cerca de 35 produtos na emissora, inclusive o destaque em "Sete Pecados" - dirigida pelo saudoso Jorge Fernando. Também fez uma peça de comédia que ficou 6 anos em cartaz no Rio e pelo Brasil. Participou da Oficina de Atores da Cesgranrio e, hoje, com 44 anos, tem 2 espetáculos em estudo para 2020.

 

ZINE: Para você, existem desafios a serem enfrentados em ser uma mulher no ramo das artes cênicas? Quais seriam? Não vejo desafios a serem enfrentados como mulher. Vejo desafios a serem enfrentados como profissional. Pelo talento e dom serem coisas abstratas, nem sempre as chances vêm para quem realmente desenvolveria melhor aquele papel. Mas nunca me vitimei com isso! Sigo fazendo o que amo! E é isso que importa! - Ana Teresa Welerson

ZINE: Nesse Dia da Mulher, qual seria a sua mensagem às que sonham seguir por esse caminho? Para aquelas que sonham percorrer esse caminho, desejo força, determinação, garra. Não se importe com a opinião de quem não reconhece a importância do seu sonho. Não existe personagem pequeno ou trabalho sem importância. Existe a arte de representar e todo o prazer que você sente estando ali. Famosa ou não, se ser atriz é uma coisa que você pensa todos os dias, é isso que você deve fazer. Mesmo que no começo tenha que haver um plano B (afinal contas devem ser pagas né? Rsrs). Seja respeitosa com você e com seus amigos de profissão. Tenha disciplina: estude, se conheça, saiba que área de atuação você domina, seja grata a cada oportunidade. E não leve tudo para o pessoal. Hoje você recebe um "não", mas existe o "sim". Acredite em você! - Ana Teresa Welerson 

 




"Vejo que o que importa não é a visibilidade ou reconhecimento. É estar onde o coração pulsa. É estar onde o que vc faz é mais importante do que vc mesmo. Eu não faço arte. Eu SOU arte." Ana Teresa Welerson

 

2) Arielle Andrade 

 


Arielle Andrade (Foto: Arquivo pessoal) 


Arielle Andrade se dedica ao mundo do teatro há 24 anos! Desde pequena ouvia de familiares e pessoas próximas que era bastante desinibida... aos 8 anos, no ensino fundamental, seu caminho e o das artes cênicas se cruzaram e permanecem unidos até hoje, quando um estagiário da escola na qual estudava e que dava aulas de teatro convidou os alunos a integrarem a atividade. Como ela mesmo diz, seu interesse "foi de cara, é claro"! A partir daí, se descobriu no mundo das Artes Cênicas, cursou teoria e diversas oficinas - todas dentro do mesmo Grupo, que existe até hoje e durante todo esse tempo, nunca se imaginou fora desse mundo.
 

ZINE: Para você, existem desafios a serem enfrentados em ser uma mulher no ramo das artes cênicas? Quais seriam? Ser mulher já é um desafio de vida. Nessa área, atualmente, temos muito espaço. Bem diferente de quando o Teatro surgiu, onde mulheres eram impedidas de atuar e até os papéis femininos cabiam aos homens. Só tivemos nossa chance a partir do século XV, com o Teatro de rua. E daí não paramos mais. Estamos sempre conquistando novos espaços em diferentes áreas. Nossa luta é contínua. E através dela, ganhamos a oportunidade de viver sonhos, experimentar “novos sabores” e principalmente poder escolher o caminho que queremos trilhar. Desistir nunca será uma opção. Desafios existem para que se tornem um propulsor para “dar vida” ao que nos faz pulsar - Arielle Andrade

ZINE: Nesse Dia da Mulher, qual seria a sua mensagem às que sonham seguir por esse caminho? É fato que viver da arte em nosso país é muito difícil. Em alguns casos, quase impossível. Por este motivo, o Teatro nunca pôde ser minha primeira opção, mas sempre minha maior paixão. Sendo meu esteio às tantas funções que a vida nos impõe atualmente. Como pessoa, mulher e atriz… O Teatro me proporciona um grito de liberdade. De poder ser quem eu quiser e quando quiser. O que mais me encanta nesse mundo é construir histórias. E através delas, poder tocar quem assiste.  Atuar é se entregar. - Arielle Andrade

 



"Vivi e vivo meus melhores momentos e me redescobro a cada dia. Como pessoa, mulher e atriz… O Teatro me proporciona um grito de liberdade. De poder ser quem eu quiser e quando quiser. De cara lavada ou maquiada" - Arielle Andrade

 

3) Marcinha Falabella 



José Luis Ribeiro e Marcinha Falabella em atuação (Foto: arquivo pessoal) 

 

Marcinha Falabella é uma das figuras mais importantes para a história das artes cênicas de Juiz de Fora. Formada em Comunicação com habilitação em jornalismo, viu seu caminho ser cruzado pelo teatro exatamente no ambiente acadêmico. Em 1986, fez o curso de Introdução ao Teatro (equivalente hoje ao Mergulhão Teatral) do Grupo Divulgação e não parou mais. Além do palco, no GD adquiriu o conhecimento sobre todos os campos que envolvem os espetáculos, produção, cenário, figurino, iluminação, entre muitos outros. Com mestrado (UFJF), doutorado (UFRJ) e pós-doutorado (Sorbonne-Nouvelle/Paris III e Nanterre/Paris 10.), é também professora acadêmica e acredita que investir nessas duas árias - prática do teatro e o estudo teórico - é o que dá oxigênio para as duas profissões. Há 34 anos à frente do Grupo Divulgação, tem em seu currículo importantes marcos: 80 peças no palco, outras inúmeras como produção; 3 livros lançados, 2 prêmios como atriz, cursos importantes como as oficinas com Bia Lessa, Clóvis Levy, Román Podolski, Roberta Carreri, Guillermo Angelelli, Paula Requeijo e Juan Carlos Corazza.
 

ZINE: Para você, existem desafios a serem enfrentados em ser uma mulher no ramo das artes cênicas? Quais seriam?  "Sim, muitos desafios. Em determinado momento da história, uma mulher atriz era considerada promíscua. Para além disso, ainda hoje, você não vê tantas mulheres dirigindo teatros, ou como dramaturgas. Existem, mas ainda há um certo domínio masculino em alguns campos do teatro, que gradativamente a mulher está conquistando. Ainda há muito a se fazer. É importante conquistar o espaço e fazer valer a voz. - Marcinha Fallabela. 

ZINE: Nesse Dia da Mulher, qual seria a sua mensagem às que sonham seguir por esse caminho? Qualquer mulher que quiser seguir qualquer caminho, é acreditar, querer e fazer. Nem sempre a porta estará aberta, mas uma hora ela abre. Não aceitar que te digam não. As pessoas precisam se dar o seu tempo, não levar o "você não tem talento" como verdade absoluta. O segredo é não parar nunca. - Marcinha Fallabela. 
 

 




"Ainda tenho na memória o sentimento de aprender e muitos outros. Tivemos uma estreia para 249 pessoas, que contou com 400! Isso me marcou como um momento praticamente inaugural. No teatro aonde for que eu estiver, eu vou estar feliz! - Marcinha Falabella 

 

4) Taysa Ferreira



Taysa Ferreira (Foto: Isa Arcuri) 


A história de Taysa Ferreira com o mundo das artes cênicas começou antes mesmo de sua profissionalização. Aos 8 anos, ela conta que já sabia ao certo o que faria no futuro e que, a cada nova oportunidade, perguntava aos vizinhos e familiares sobre quais seriam os passos para se tornar atriz. De fato, seu caminho foi trilhado para isso:

•2011: formou-se como técnica em Piano pelo Conservatório Estadual de Música Haidée França Americano;

•2012: integrou o elenco do Grupo Divulgação (tradicional Grupo de Teatro de Juiz de Fora), por onde ficou por alguns anos.

•2014: fez o curso Livre de Teatro Musical da CAL (RJ), ramo em que  se encontrou e decidiu investir.

•2015 a 2017: fundou seu próprio grupo de teatro musical (Quem sou eu produções), produziu, compôs e dirigiu musicais autorais.

•2018: formou-se também em Produção Cênica

•2019 - 2020: embarcou diretamente para São Paulo a fim de estudar o Teatro Musical e faz o curso Profissionalizante em Teatro Musical da Escola "A Voz". Além disso, dá aula de violão, piano, ukulelê e canto. Ah, conjuntamente a tudo isso, também é Youtuber :p 

 

ZINE: Para você, existem desafios a serem enfrentados em ser uma mulher no ramo das artes cênicas? Quais seriam? "Sim!!! Como em várias profissões, às vezes nossas ideias não são ouvidas, não nos dão crédito por sermos mulheres. E muitas vezes não entendem nossa profissão, a vêem como promiscuidade. Um ator ter uma cena "caliente" é normal, já para uma atriz "fica feio". - Taysa Ferreira

ZINE: Nesse Dia da Mulher, qual seria a sua mensagem às que sonham seguir por esse caminho? Primeiramente, o estudo é essencial e abre portas. Dediquem-se ao máximo e o retorno virá com certeza. Eu saí de Minas sem garantia de que fosse dar certo em São Paulo, me mudei com o dinheiro para alguns meses, mas consegui conquistar meu espaço pelo meu estudo já feito em Juiz de Fora. Dedique-se e com certeza terá um espaço pra você! - Taysa Ferreira

 


 
"O momento mais difícil que passei por conta da escolha da minha profissão, foi o de me mudar de Minas para São Paulo, deixar minha família e amigos para trás. Mas ressalto que estou vivendo um dos momentos mais felizes da minha vida (e tenho certeza que terei muitos outros ainda)" - Taysa Ferreira

 

5) Extra: Andreia Horta


 

Andréia de Assis Horta, mais conhecida como Andréia Horta também começou seu interesse pela atuação desde pequena. Aos 17 anos aventurou-se por São Paulo para fazer faculdade de Artes Cênicas na Faculdade Paulista de Artes (FPA). Lá, estudou também na Escola Livre de Santo André e integrou o Teatro da Vertigem por um ano, liderado pelo diretor Antônio Araújo. Sua estreia na TV se deu em 2006 na minissérie JK da Rede Globo e, a partir dali, os papeis não cessaram. Já participou de diversas novelas, como Chamas da Vida, Alta Estação Cordel Encantado, Amor Eterno Amor; séries tais quais "Alice", filmes como "Elis Regina" pelo qual ganhou vários prêmios, entre muitos outros trabalhos. Em 2020, será uma das protagonistas de Em Seu Lugar (próxima novela das 21h), junto com Cauã Reymond e Alinne Moraes.

 


 


Veja os outros blogs da campanha:

👉 JORNALISTAS DE JUIZ DE FORA

👉 CANTORAS DE JUIZ DE FORA

 

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